quinta-feira, 22 de março de 2012

Deus é imutável!

Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, nãos sois consumidos (Ml 3:6).

Uma das coisas que mais gosto de fazer é conversar com pessoas com idade mais avançada e descobrir mudanças significativas da sociedade que elas presenciaram. Essas conversas me fazem lembrar uma verdade sobre a humanidade: sua história é marcada por muitas mudanças. Algumas delas representaram um ganho significativo na qualidade de vida das pessoas. Outras, porém, representam uma ameaça para a própria existência do ser humano.
A história nos conta de algumas mudanças interessantes que muitos que estão entre nós viram de perto. Por exemplo, casa de madeira para casa de alvenaria, lampião para luz elétrica, poço para água encanada, ruas de chão para asfalto, carroças para carros, alimentos orgânicos para industrializados, vida rural para vida urbana, muitos filhos para poucos filhos, respeito extremo para respeito quase nulo, Estado onde mulher não vota em Estado onde mulher é eleita Presidente da República, casamento feito de homem e mulher para casamento de uniões diversas, dentre outras.
Se as mudanças por um lado podem gerar benefícios por outro escancara uma forte característica da humanidade, a instabilidade. O ser humano instável busca mudar os elementos que formam sua vida em uma busca interminável por felicidade. Ora acertando, ora errando, de modo geral o que se quer alcançar com tantas mudanças é uma vida melhor. É verdade que algumas mudanças produziram justamente o oposto. Mas mesmo assim o ser humano continua caminhando mudando e sendo mudado em busca dessa tal felicidade.
A grande questão a ser descoberta por muitos é que a realização do ser humano nunca estará no progresso conquistado pelas mudanças. A realização plena do ser humano só pode ser alcançada em um relacionamento estreito com aquele que é IMUTÁVEL, DEUS. Se a humanidade dia a dia propõe algo novo que supostamente trará realização, em Deus descobrimos que seus atributos eternos e imutáveis são plenamente capazes de nos satisfazer.
Surge então a pergunta: porque que em Deus imutável uma sociedade tão instável encontrará aquilo que busca? A resposta é simples, a imutabilidade de Deus nos transmite segurança que não podemos encontrar em nenhuma dessas mudanças. O Deus imutável sabe exatamente o que o homem mutável precisa.
Na imutabilidade de Deus nós aprendemos que “o que Ele é sempre o será”. Independentemente de como nós caminhamos Deus sempre será Deus, sendo que suas características e atributos jamais mudarão. Além disso, na imutabilidade de Deus descobrimos que “o que Ele prometeu certamente cumprirá”. Deus não muda de idéia em relação a algo que disse e isso deve me levar a descansar, pois mais cedo ou mais tarde as promessas de Deus se cumprirão sobre minha vida. Por fim, a imutabilidade de Deus me faz crer que “o que Ele fez ninguém pode desfazer”. Se Deus é imutável o objetivo de suas ações também o são. O diabo e o ser humano pecador até tentam tirar as coisas do rumo da real intenção de Deus. Mas glória a Deus, que em Jesus, decretou que sua obra será realizada tal qual projetou, e ninguém pode impedir ou mudar essa verdade. Por isso entregue sua vida ou controle de Deus e a imutabilidade do Senhor o realizará plenamente.

Deus lhe abençoe!

Quem você levaria para uma ilha deserta?

Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam de verdade.
(Salmo 145:18)

Quando era adolescente de vez em quando era levado a responder a “célebre pergunta”: Quem você levaria para uma ilha deserta? Normalmente respondemos a perguntas assim pensando no grande amor de nossa vida ou em pessoas de aparência bela. Penso que nessa pergunta infantil pode estar uma pista de quem é importante para nós. Pessoas mais sensatas responderiam dizendo que levariam alguém do qual não conseguem permanecer distante por muito tempo. Então vale a pergunta, você gosta de estar na companhia de quem?
Essa semana eu ouvi de alguém de nossa igreja que um dos maiores presentes que recebeu do Senhor no ano passado foi à oportunidade de viajar com um irmão durante quase duas semanas. É verdade que estar perto de pessoas que vivem algo que admiramos e que possuem características das quais gostamos, vale muito. Creio que foi o que essa pessoa experimentou durante sua viagem. Pessoas admiráveis certamente estariam na lista daqueles que iriam para uma ilha deserta conosco.
Estar perto de pessoas que amamos e admiramos é formidável. O nosso coração bate mais forte e em nós se instala um sentimento gostoso de prazer profundo. Não se trata apenas de capricho motivado por um desejo, mas trata-se de uma necessidade de complementaridade que supostamente se encontra em outra pessoa. Creio que se isso já é verdade em relação a pessoas imagine só quando pensamos em Deus. Se vale a pena viajar com alguém, pois isso é um grande presente, ou se tivéssemos que ir para uma ilha deserta alguém não poderia faltar naquele lugar, o que podemos dizer sobre Deus? Então, um pouco mais maduro hoje, responderia a pergunta citada assim: eu levaria DEUS para uma ilha deserta.
O versículo em destaque nos diz que o Senhor está perto de todos os que o invocam em verdade. Poderia parecer presunção de minha parte dizer que eu levaria Deus para algum lugar, afinal Ele é onipresente, mas aqui acontece algo fantástico. Deus é tão amoroso e educado que, a despeito de sua onipresença, permite-se parecer distante daquele que não quer se relacionar com Ele. Deus permanece ali, mas em matéria de relacionamento, o coração humano endurecido e incapaz de invocá-lo impossibilitará o homem de ver o quão perto Deus está. Creio que é isso que o salmista está dizendo. Em outras palavras, a invocação verdadeira abre os nossos olhos e nos permite descobrir uma verdade absoluta: Deus está presente sempre, bem pertinho da gente e em qualquer lugar, mesmo que esse lugar seja uma ilha deserta.
Então é isso, levaria Deus para uma ilha deserta invocando-o verdadeiramente. Agindo assim a ilha deixaria de ser ilha, pois seria arrastada para o continente. Ilha é lugar de isolamento, de fechamento em si mesmo, de egoísmo, de não percepção adequada das outras pessoas por falta de amor. Em Deus a ilha torna-se continente, pois toda pontinha de isolamento tem que ser e será superada. Por outro lado, o deserto representa lugar extremo de falta de recursos, de impossibilidades, de escassez. Com Deus o deserto torna-se floresta com uma biodiversidade incalculável. Em outras palavras, em Deus os nossos recursos escassos serão supridos abundantemente.
Eu levaria Deus para uma ilha deserta, pois se existe alguém que não pode faltar em minha vida, esse alguém é Deus. Isso é fácil de entender, sem Deus a vida deixa de ser vida. Dele recebemos tudo. Recebemos amor, sustento, força, paz, alegria, esperança, graça, perdão, ..., de Deus recebemos vida. Por isso, convide Deus para a ilha deserta de sua vida e ela nunca mais será ilha nem deserta.

Deus lhe abençoe!