quarta-feira, 30 de maio de 2012

Confio, por isso espero!

Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. (Jr 17:7)

Confiança e esperança são palavras que caracterizam duas virtudes indispensáveis para a manutenção da vida. A pessoa que não consegue confiar em ninguém ou que perdeu as esperanças está fadada ao fracasso, ou seja, a desistência ou anulação da vida. Essas qualidades são fundamentais e indispensáveis, principalmente pelo fato de que serão, inevitavelmente, muito exigidas.
A vida humana é marcada por contradições e sofrimentos. Não há quem possa dizer que está imune aos dilemas da vida. Morte, doença, solidão, tristeza, pobreza, incertezas, dentre outras, são algumas das lutas que vez ou outra temos que enfrentar. Quando elas aparecem evidenciarão a presença ou ausência de confiança e esperança.
Quando Jeremias fala sobre esses “adjetivos”, ele os condiciona a Deus, ou melhor, diz que a pessoa realmente abençoada é aquela que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Então, não basta ter confiança e esperança, é preciso que elas sejam depositadas em Deus. O profeta fala desta maneira porque sabia que somente o Senhor é capaz de não nos decepcionar.
Devemos confiar no Senhor. É preciso lembrar constantemente que Deus está no controle e sabe exatamente o que faz. Por mais difíceis que possam parecer às lutas lembre-se que Deus é superior a todas elas. Confiar no Senhor é entregar-se totalmente a Ele desejando ardentemente o rumo que Ele deseja dar em nossas vidas, mesmo que este rumo seja marcado por lutas e renúncias.
Quando confiamos no Senhor não fica difícil depositarmos nossa esperança nele. Aliás, esta atitude é uma conseqüência. Confio, por isso espero. Sem murmuração ou reclamação, mas descansando de baixo da sombra do onipotente. Pode até parecer uma fala utópica para alguns, mas não o é para muitos que conseguiram alcançar este lugar seguro. Vale à pena confiarmos no Senhor e depositarmos nossa esperança em Deus, pois Ele jamais nos frustrará.
  Por fim, queria destacar que o maior motivo que temos para confiarmos e esperarmos em Deus é o fato de que Jesus nasceu, cumprindo a promessa do Pai que enviaria o filho para nos salvar. Em Jesus podemos confiar e depositar nossa esperança. Nele está a plenitude de vida e a salvação. Não há luta ou dilema que em Cristo não possa ser superada. Que neste dia o seu coração seja a manjedoura que acolhe o menino Jesus. Em outras palavras, que o seu coração tenha o príncipe da paz como Senhor, para que enfim você tenha em quem confiar e esperar.
Que Deus lhe abençoe!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Chega de murmurar, eu quero louvar!!!

Respondeu-lhes Jesus: não murmureis entre vós. (Jo 6:43)

Já faz um tempo que eu tenho aprendido que não devo murmurar. Mas nem sempre é fácil. Quando menos imagino lá vêm àquelas palavras de murmuração tão indesejáveis. Mas é assim mesmo, como diz o apóstolo Paulo: “Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:19). Meus irmãos, muitas vezes passamos a reclamar das coisas que nos cercam e deixamos de perceber que as nossas palavras são apenas de desaprovação. É como se tudo ao nosso redor estivesse ruim e precisasse ser refeito. Por isso murmuração é pecado, pois todas as vezes que murmuramos estamos dizendo, mesmo que de forma indireta, que Deus não sabe o que faz, e se as coisas estivessem em nosso controle, seriam muito melhores. A murmuração revela insatisfação, desconhecimento, incredulidade, ingratidão, pessimismo, insensatez, dentre outras coisas, sendo que, em última análise, todos estes sentimentos se voltam contra Deus. Temos que aprender que a murmuração nos impede de alcançar muitas coisas. É como se estivéssemos com o freio-de-mão acionado e que não pudéssemos andar. Gostaria de compartilhar algumas características nossas que são reveladas a partir da murmuração.

Murmuração revela ingratidão

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes...” (2 Tim 3:1-2)
          Será que o que Deus fez e tem feito por você é suficiente e lhe deixa feliz? Se a sua resposta a esta pergunta é sim, certamente você não é um murmurador. Se Deus tem agido em seu favor de maneira a superar suas expectativas, em que você poderia murmurar? Mas infelizmente nem sempre estamos plenamente satisfeitos e gratos. Parece que aquilo que o Senhor fez e faz por nós não é suficiente. Não é suficiente seu amor. Não é suficiente seu perdão. Não é suficiente sua companhia. Não é suficiente sua morte na cruz. Não é suficiente ser quem ele é, eu quero mais. A minha ingratidão busca sempre mais. Mais dinheiro, mais status, mais poder, mais influência, sendo que o “pouco” que tenho revela que Deus tem sido negligente em relação a mim, pois eu deveria ter muito mais. É tão estranho o que acontece com algumas pessoas que só conseguem enxergar o pouco. Tenho dois carros importados, é pouco. Tenho três casas incluindo uma na praia, é pouco. Tenho uma empresa multinacional, é pouco. Tenho saúde, é pouco. Tenho uma família, é pouco. Tenho muitos amigos, é pouco. TENHO UM DEUS, É POUCO. Será que estamos dentre os que acreditam ser pouco ter a presença do Deus criador dos céus e da terra que deu seu filho Jesus para morrer em uma cruz por nós?
          Precisamos revelar a Deus toda a nossa gratidão por quem Ele é e por aquilo que fez em nossas vidas. É claro que existem certas coisas que podem e devem ser mudadas em nós, mas isto não pode ser a causa de não sermos gratos a Deus. Temos que parar de olhar para nossas queixas e olhar para as bênçãos do Senhor. Se assim fizermos, veremos que “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres” (Sl 126:3). Precisamos permitir que os nossos lábios declarem o quanto estamos felizes por causa de Deus e seu agir. Lembrando que “em tudo daí graças, por que esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vós” (I Tes 5:18). Então meu irmão,  se lhe falta motivo para ser grato a Deus a fim de deixar de murmurar, lembre-se de Cristo e a cruz que Ele suportou por sua causa. Por isso, “rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! Ofereçam sacrifícios de ações de graças e proclamem com júbilo as suas obras!”  (Sl 107:21-22).

Murmuração revela pessimismo

          Uma das coisas mais difíceis em relacionamentos é caminhar ao lado de alguém pessimista. Aquele que nunca consegue enxergar a face positiva das coisas. Sempre profere uma palavra negativa. Esta característica é uma das marcas dos murmuradores. Um murmurador é um pessimista em potencial. Para um murmurador, mesmo que de forma indireta, é até bom que as coisas continuem ruins, pois assim terá motivo para reclamar. Ora, se eu quero reclamar, por que ter esperança e acreditar de o que está ruim pode ser revertido? Não quero acreditar em dias melhores, mais vale murmurar pelos dias ruins. Deus não quer que sejamos assim. Ele espera que tenhamos fé de que as coisas ruins podem ser revertidas e que deixemos de lado a tendência de olhar apenas para as adversidades. Não posso deixar pensamentos pessimistas dominarem minha mente e minha língua. Não posso ser dominado por palavras murmuradoras que revelam minha tendência pessimista. Mas isto só se torna possível se estivermos “olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado a destra do trono de Deus.” (Hb 12:2)
          Quando falo deste assunto, me lembro de José. Ele tinha todos os motivos para ser pessimista e murmurador. Quando as coisas pareciam melhorar algo acontecia e ele ia mais para baixo. Vendido como escravo pelos irmãos. Quando era escravo na casa de Potifar foi acusado de um crime que não cometeu. Foi preso. Na cadeia foi esquecido pelo copeiro. Mas após todas estas desventuras, José foi posto por Deus como superintendente de toda a terra do Egito. A semelhança de José, não podemos murmurar sendo pessimista. Pode ser que tenhamos sido injustiçados, mal-tratados, traídos, aprisionados, escravizados, esquecidos no atual momento, mas Deus tem nos reservado um futuro glorioso na mansão celestial e um presente vitorioso em Cristo Jesus. Por isso, não cabe em nossos lábios o pessimismo revelado pela murmuração, porque “em todas estas coisas somos mais do que vitoriosos por meio daquele que nos amou.” (Rm 8:37).  

Murmuração revela desconhecimento

          Uma das coisas mais comuns para um murmurador é acreditar que ninguém sofre como ele. O seu problema é sempre o maior e por isso pode reclamar. A murmuração nos torna incapaz de enxergar o outro. Não percebemos que sempre existirá alguém em pior situação do que a nossa e por isso não deveríamos murmurar. Murmuração revela desconhecimento do mundo e das pessoas que estão ao nosso redor. Precisamos buscar conhecer o mundo além do nosso umbigo. Enxergar realidades de pessoas em situações adversas às nossas. Quando isto acontece, deixamos de murmurar por coisas insignificantes e passamos a nos colocar a disposição daqueles que realmente precisam de ajuda. É claro que talvez quem precise de ajuda seja exatamente você, mas mesmo assim, haverá pessoas em situação pior do que a sua que poderão, se assim você permitir, receber a sua ajuda. Além disto, a murmuração nos impede de conhecer plenamente quem é o nosso Deus. Desconhecemos a realidade ao nosso redor por causa da murmuração sendo que isto inclui a própria realidade do Senhor. “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu? Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.” (Jo 6:41-42).
         Todas as vezes que murmuramos, a semelhança destes judeus, deixamos de entender a natureza divina de Jesus e, no máximo, podemos entender sua natureza terrestre. Em outras palavras, com a murmuração passamos a afirmar que Jesus não tem poder em nossas vidas, muito menos nas de outros. Se somos conhecedores de Cristo e de seu poder já não cabem em nossos lábios murmuração. Como murmurar se conhecemos aquele que dividiu a história? Como murmurar se sabemos que Jesus rasgou o véu que nos separava de Deus? Como murmurar se sabemos que Jesus venceu a morte e está assentado a destra do Pai? Como murmurar se sabemos que o Senhor nos prometeu um consolador que estaria conosco todos os dias da nossa vida? Como murmurar se sabemos que o Filho de Deus se fez homem e habitou entre nós? Como murmurar se sabemos que Jesus nos ama? Como murmurar se sabemos que Jesus verteu seu sangue na cruz por nós? Como murmurar se sabemos que Jesus nos deu vida eterna? Ora, pode ser que eu não tenha absolutamente mais nada na vida. Não tenha dinheiro, fama e saúde. Mas tenha certeza de uma coisa, eu tenho todos os motivos para ser a pessoa mais feliz do mundo, pois  tenho JESUS como o Senhor da minha vida. Por isso, chega de murmurar, eu quero louvar o meu Senhor!!

Que Deus lhe abençoe!!

sábado, 26 de maio de 2012

Minha vida é uma festa!

“Todos costumam por o bom vinho, e quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardastes o bom vinho até agora.” (Jo 2:10)

O primeiro milagre registrado de Jesus aconteceu em uma festa de casamento. O vinho havia acabado, o que certamente traria muito constrangimento para o noivo. Uma festa sem vinho não seria satisfatória para quase ninguém dos que estavam presentes. Faltaria alegria e a festa tenderia a ser terminada precipitadamente. Contudo, para o alívio do noivo, Jesus estava presente e o milagre aconteceu. Água transformada em vinho, e assim, a festa poderia continuar.
Pensando neste episódio, vale destacar que nós fomos criados para viver em festa. Celebração eterna, que foi marcada por um início, mas que não veria jamais o fim. Acontece que esta não é a realidade da maioria das pessoas. Muitos perderam a alegria, e, ao fazerem um exame, suas vidas se parecem mais com uma marcha fúnebre do que com uma celebração.
Pensando em nossas vidas alguns elementos presentes na festa se destacam. Não faltavam pessoas, pois eram muitos os convidados. Estes eram os recursos pessoais que o noivo poderia dispor para a solução do seu problema. Havia também os recursos religiosos, já que as talhas utilizadas para a purificação estavam ali. E o que dizer da água, recursos materiais, que apesar de serem abundantes não era exatamente o que o noivo precisava. Nem os recursos pessoais, nem os recursos religiosos, muito menos os recursos materiais foram capazes de manter a continuação da festa.
Em nossas vidas é exatamente assim. As pessoas ao nosso redor, por mais importantes que sejam não tem a capacidade de sustentar a nossa vida. O mesmo acontece com o sistema religioso do qual fazemos parte, que apesar de ser parte constituinte da nossa experiência de fé, não é capaz de manter a festa. Com os recursos materiais é a mesma coisa, podem até satisfazer momentaneamente, mas em última instância tendem a fracassar.
Diante disso, temos que ter certeza e jamais podemos nos esquecer: somente a ação de Jesus em nossas vidas garante a festa. Com Jesus as pessoas, a religião, os bens materiais e tudo mais passam a ter sentido. Ele se faz o bom vinho que não se encontra em nenhum outro lugar. Ele é o vinho novo (Mt 9:17) da nova aliança (Mt 26:28) que todos nós precisamos. Entregue-se a ele e viva a festa que ele têm para você.
Deus lhe abençoe!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aprendendo com a formiga! (Pv 6:6-11)

            Outro dia apareceram em minha casa umas formiguinhas que faziam um rastro organizado por muito trabalho e esforço. Devo confessar, ficava parado diante delas admirando-as por aquela obra. Elas cortavam folhas de uma árvore que fica em frente de casa e sistematicamente carregavam estas folhas para o formigueiro que distava quase 50m, lá no fundo do terreno. Era formidável o trabalho e comprometimento delas. Nesta história, quem não ficou muito satisfeita foi a árvore, que ficou completamente nua. Mas, depois de observá-las, me lembrei do provérbio bíblico que diz para irmos ter com a formiga para aprendermos antídotos contra a preguiça. Cheguei à conclusão de que elas também nos ensinam em relação a outras coisas. Então, te convido a meditar em alguns ensinamentos “formiguinianos”.
As formigas são divididas em várias castas. Cada uma delas é responsável por uma atividade dentro de sua comunidade. Por exemplo, umas cortam folhas e carregam, outras cuidam da limpeza e da defesa e há ainda as que cuidam do cultivo dos fungos que servem de alimento e do cuidado com os filhotes. São extremamente eficientes e organizadas. Nós deveríamos ser assim também, mas nem sempre conseguimos. Somos chamados para fazer parte de um corpo que deve estar bem ajustado e com seus membros fazendo exatamente suas atribuições. Contudo, a verdade é que este corpo ás vezes está dividido.
Existe um tipo de formiga chamada de pote-de-mel que criam obreiras especiais cuja função é alimentar outras através da reserva de alimento em seu corpo. As formigas também emitem sinais, os chamados feromônios, quando são agredidas, o que fará com que imediatamente receba socorro de outras formigas. Diante do exposto, precisamos pensar em qual atitude tenho tomado em relação aos outros. Nós somos chamados para servir. Este é o nosso desafio, negar o nosso ”eu” em prol de outros.
Você já viu uma formiga ficar sozinha por um bom tempo se esbaldando no pote de açúcar? É claro que não. Em instantes o pote vai ser invadido por um batalhão de formigas. Isto ocorre por que as formigas anunciam a boa notícia. Elas fazem um rastro de feromônio que servirá de mapa para levar outras formigas ao pote. Aí, quando a comida acaba, elas deixam de fazer o rastro e partem a procura de novos potes de comida e o processo recomeça. Assim como as formigas somos desafiados a anunciar as boas notícias à sociedade. Precisamos deixar um rastro que leve outros a Cristo.
Há também um tipo de formiga que produz uma obreira especial chamada química. A classe das químicas fica responsável por detectar qualquer contaminação em outras formigas e manter o formigueiro a salvo delas. Caso elas não consigam detectar a contaminação antes da contaminada entrar no formigueiro, então para evitar a contaminação de todas as formigas, elas imediatamente retiram a rainha e depois organizam o processo de mudança de habitação. Da mesma sorte precisamos proteger nossa habitação contra a contaminação. A começar pelo nosso próprio corpo, nossa igreja e também nossa casa.
Se têm uma coisa que as formigas não são é preguiçosa. Na minha observação constatei que as formigas estavam todas envolvidas na tarefa de cortar folhas. Observei que no caminho para o formigueiro nenhuma delas voltavam de patas vazias. Todas carregavam algum pedacinho de folha. Às vezes eram pedaços gigantes se comparado ao seu tamanho. Por isso, este provérbio chama atenção dos preguiçosos a partir do exemplo das formigas. Aí vai alguns tipos de preguiça que precisamos combater: Preguiça profissional (comodismo, não quer pagar o preço); Preguiça relacional (não se relaciona com novas pessoas); Preguiça espiritual (acredita não precisar crescer, o que sou já é suficiente).
A formiga é uma excelente professora. Se a observarmos poderemos ser surpreendidos com o quanto elas tem a nos ensinar. Como foi dito, ela nos levará a uma compreensão mais profunda do que é trabalho em equipe, fará com que sejamos mais propensos ao altruísmo, aguçará o nosso desejo de espalhar a boa notícia e proteger a comunidade contra ataques, além obviamente de levar a qualquer preguiçoso a rever sua vida. Por isso vale a pena ir ter com a formiga como nos recomenda o autor de Provérbio.
Que Deus lhe abençoe!

Alguém quer te ouvir!

“Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os seus ouvidos.” (Sl 116: 1-2ª)

Quando era criança gostava muito de chegar em casa para contar a minha mãe como foi o meu dia de colégio. Por alguns minutos, às vezes horas, alugava os ouvidos de mamãe com minhas histórias. Tenho certeza que aquelas histórias não eram atraentes por si só. Muito pelo contrário, para maioria das pessoas seriam contos desprezíveis. Contudo, isso não acontecia com mamãe. Cada fato que eu narrasse sempre teriam a disposição minha seus ouvidos meigos. Ela me dava atenção fosse o que fosse que eu quisesse contar.
Com o passar dos anos descobri que o que aconteceu durante minha infância não era algo comum para um número enorme de pessoas. Muitos sofrem por nunca terem encontrado alguém disposto a ouvi-lo com sinceridade e dedicação. Foram crianças e se tornaram adultos sem terem tido o privilégio de serem escutados. Quando precisam de alguém para abrir seus corações se vêem no lugar sombrio da solidão. Sozinhos e aparentemente desamparados passam a trilhar o caminho da indiferença.
Diante dessa realidade bastante comum as palavras do salmista são um delicioso refrigério para a alma. Deus se coloca a disposição para nos ouvir em todo tempo. Ele quer ouvir nossas alegrias e tristezas, queixas e agradecimentos, aventuras e desventuras etc. Para o Senhor nada que tenhamos a dizer é inútil ou desprezível. Para Ele tudo é digno de sua atenção, a tal ponto do salmista reconhecer: “inclinou para mim os seus ouvidos”.
Deus que ser seu melhor amigo. Aquele que você se coloca totalmente sem pudor ou restrições. Aquele que você não escolha as palavras antecipadamente para estabelecer o diálogo. Deus quer apenas te ouvir, seja lá o que você tem a dizer, diga. Certamente Ele não vai concordar com tudo o que você tem a dizer, mas, mesmo assim, seus ouvidos doces estarão disponíveis para você. E quando você falar alguma asneira insolente para o Deus Todo-Poderoso? Mesmo assim Ele vai te ouvir, pois este é o risco que Ele resolveu correr a fim de sempre se colocar a disposição de ouvir a sua voz e as suas súplicas.

Deus Lhe abençoe!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Quanto custa a benção de Deus?

Quero pensar um pouco sobre a pergunta acima. Creio que ela é válida e sua resposta deve ser encontrada. Quanto custa a benção de Deus?
Algumas pessoas dizem que a benção de Deus custa dinheiro. Me dei ao trabalho de fazer uma pesquisa na internet para ver se encontrava algum material que comprovasse tal afirmação. Pois bem, encontrei algumas pérolas, para não usar outra palavra bem menos elegante, que traziam propostas do tipo: quer receber a unção financeira dos últimos dias e alcançar tudo o que Deus prometeu e ainda não cumpriu em sua vida? Deposite R$ 900,00; estamos na campanha dá ou desce, ou você dá tudo o que tem na carteira ou sua vida vai de mal a pior, pois Deus não vai te abençoar. Diante do exposto fica minha revolta verdadeiramente evangélica e protestante e a lembrança das palavras de Jesus: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí” (Mt 10:8).
Existem outros que afirmam que a benção de Deus custa estar no local certo. A benção e o local estão intimamente ligados. É comum pensar que alguma coisa vinda de Deus só pode mesmo ocorrer se a pessoa buscar no lugar certo. Por isso muitos afirmarem nas placas de suas igrejas: o poder de Deus está aqui; a benção de Deus está aqui. O que se pensa e diz com frases como estas é que Deus age única e exclusivamente ali. Parece que Deus assumiu um compromisso prévio com alguns pastores para a realização de determinadas bênçãos, até mesmo com dia marcado. Outro dia passei em frente de uma que oferecia o seguinte cardápio para terça-feira: milagre de Deus contra o desemprego, doenças, problemas familiares e maus hábitos. Diante do exposto fica minha revolta verdadeiramente evangélica e protestante e a lembrança das palavras bíblicas que asseguram que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (At 17:24) e que o lugar de encontro com Deus não é nem no monte nem no templo em Jerusalém, mas sim em Espírito e em verdade (Jo 4:23).
Outros diriam que a benção de Deus está nas mãos de um grupo exclusivo de pessoas. Aqui os títulos ajudam um pouco. Surge e ressurge os profetas, os bispos, as bispas, os apóstolos etc. Tem até um que se intitula pai-póstolo, pois é o único no Brasil que Deus deu a prerrogativa de ungir outros apóstolos. Mas mesmo que se tenha certa objeção quanto a tantos títulos, boa parte das pessoas acabam elegendo outras cujas orações aceleram a benção de Deus. Tudo o que acontece ao redor da pessoa só poderá ser resolvido se o Pastor, ou mesmo a tia de oração, orar por ela. Diante do exposto fica minha revolta verdadeiramente evangélica e protestante e a lembrança das palavras bíblicas que dizem que entre o ser humano e Deus só existe um mediador que é Jesus (I Tim 2:15) e que por Ele, eu mesmo possa me achegar ao trono da graça para alcançar o favor do Pai (Hb 4:16).
A benção de Deus de fato custou um preço, o sangue de Cristo. Quando falamos sobre benção de Deus é impossível não se lembrar de Sua graça revelada na cruz. Deus não vende isso por R$ 900,00, nem autoriza igrejas a serem agenciadoras do que Ele faz, nem mesmo elege pessoas especiais para serem seus intermediários. “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e por suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5b). Meus irmãos, da maneira em que você se encontra aceite o convite para abrigar-se no único lugar capaz de jorrar a benção de Deus, a cruz de Cristo. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1:3).

Deus lhe abençoe!

Saboreando o fruto do Espírito dentro da família!

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio prório” (Gálatas 5:22)
O mês de maio é separado por nós Batistas para comemorarmos o mês da família. Nessa manhã quero refletir com os irmãos sobre algo que precisamos alcançar para o bem de nossos familiares. O texto acima fala de um fruto indispensável para as nossas vidas. Diz também que esse fruto é composto por nove partes. Cada uma dessas partes serve como um regulador de relações, ou seja, os relacionamentos podem ser equilibrados e ajustados à medida que se vive esse fruto. Creio que esse princípio é ainda mais verdadeiro quando pensamos nas relações familiares. Nossas famílias precisam saborear esse fruto em sua integralidade.
As famílias devem estabelecer relacionamentos em que o amor seja a grande motivação de todas as coisas. Tudo por amor, seja ser marido, ser esposa, ser pai, ser mãe, ser filho, ser filha, seja o que for, então que seja por amor. Jesus afirma que o amor é o grande mandamento (Mt 22:37-39) e Paulo diz que ação alguma terá valor se não for motivada pelo amor. Cristão que não ama não está ligado a videira verdadeira (Jo 15:12) e tampouco pode construir uma família saudável.
Tendo dito isso, devemos lembrar que a família foi projetada por Deus com o objetivo de se alcançar um estado, a alegria. Nossa alegria deve estar no Senhor e como receptores desse fruto devemos ser canal da alegria alheia. Em outras palavras, deve ser interesse nosso esparramar para toda nossa família a alegria que o Senhor nos oferece. Quando isso ocorre conseguimos alcançar mais facilmente um objetivo quase que geral, o de viver em paz. A paz que excede todo entendimento nos alcança e se espalha por toda nossa casa, pois é exatamente assim que o Espírito age.
Dentro das nossas casas precisamos exercitar a longanimidade, ou seja, devemos refrear ao máximo nosso desejo por brigas e contendas. Salomão disse “não apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos” (Ec 7:9). Precisamos ser benignos, que costumo traduzir como uma atenção especial a tristeza alheia. Seja afável e carinhoso com os membros de sua família e experimente o poder da benignidade em sua casa. Caminhando pelas vias da benignidade podemos experimentar outra característica do fruto do Espírito, a bondade. Ser bom é ter uma disposição natural que nos leva a fazer o bem e não o mal. Lembre-se, sua família precisa disso.
Finalmente sua casa precisa ser ambiente de fé, pois ela é que levará sua família a trilhar o caminho correto, o do relacionamento saudável com Deus (Hb 11:6). Diante das adversidades familiares, leve sua família a ter certeza em quem você tem crido, e mais do que isso, que Ele é poderoso para guardar o seu tesouro até o final (II Tim 1:12). Viva em mansidão, pois ela nos aproxima de Deus e uns dos outros. Relacionamentos quebrados podem ser restaurados pela simples opção de viver a mansidão que vem do Espírito. Faça tudo isso lembrando que o Senhor deu a você e sua família o poder de escolha. Está a sua disposição o domínio próprio, lute por alcançá-lo e por levar sua família a alcançá-lo.
Por mais distante que pareça de sua realidade você precisa lembrar que o fruto do Espírito é real e está a sua disposição para saboreá-lo, e isso com sua família. Por mais que estejamos falando de um fruto que ocorre no indivíduo, temos que lembrar que por se tratar de algo que é o Espírito quem concede, esse fruto tem a capacidade de aguçar o apetite dos demais. Portanto encha-se do Espírito, saboreie seu fruto e leve sua família a saboreá-lo.
Deus lhe abençoe!