quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quando o tudo ainda é pouco!

Marcos 12:14-17

A passagem bíblica em destaque mostra o final de um episódio conhecido. Os religiosos queriam arrumar uma cilada para que Jesus caísse. Tolos que eram, desprezavam a verdade de que Jesus era inculpável sob qualquer aspecto. Ao perguntarem para o Mestre sobre a obrigatoriedade de se pagar tributo romano, Jesus respondeu com a clássica frase: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O argumento de Jesus foi de que na moeda havia a imagem de César e a inscrição com o nome do imperador. Aquele objeto pertencia a César. Deste modo, pagar o tributo era uma atitude esperada e correta.
Sabemos, contudo, que essa passagem não ocorre apenas para ensinar as pessoas que é preciso ter sua situação fiscal em ordem. Há uma afirmação a mais e que com a mais absoluta certeza detinha a maior preocupação de Jesus: “dar a Deus o que é de Deus”. O que será que Jesus tinha em mente com isso? Será que falava sobre um tributo ou mesmo sobre o dízimo devido a Deus?
Para essas perguntas precisamos voltar à análise de Jesus. A imagem e a inscrição da moeda diziam que ela pertencia a César, por isso era preciso pagar-lhe tributo. Se a moeda pertencia a César, então, o que era preciso dar a Deus que lhe pertencia? Em que, ou quem, estaria a imagem e a inscrição que evidenciaria aquilo que pertence a Deus? A resposta parece clara e bíblica: “façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1:26). Jesus estava lembrando que no ser humano está gravada uma imagem que autentica seu verdadeiro dono. Em outras palavras, Jesus estava dizendo que por que os seres humanos carregam a imagem de Deus em si pertencem a Ele, são suas propriedades. Jesus disse que se a César era preciso pagar o tributo pois a moeda lhe pertencia a Deus era preciso entregar-se por completo, já que o ser humano em sua integralidade lhe pertencia.
Você já se entregou por completo a Deus? Existe alguma área de sua vida que ainda está em suas mãos e não nas do Pai? Devemos analisar cuidadosamente tudo o que compõe nossas vidas e submetê-las, uma a uma, ao controle absoluto de Deus. Chega de tentar fugir, esconder ou pegar atalhos. Entregue-se totalmente a Deus, pois afinal você pertence a Ele.
Mas o que devo entregar a Deus? Tudo é a resposta. Se comparado ao que recebemos nosso tudo será menos do que nada. E não só por isso devemos nos entregar por completo, mas principalmente pelo fato de que a Deus pertencem nossas vidas, e sua imagem gravada em nós comprova isso. Precisamos entregar nossos caminhos (realizações e metas) a Deus (Sl 37:5). Precisamos entregar nossos fardos (lutas e provações) a Deus (Mt 11:28). Precisamos entregar nosso coração (sentimentos) a Deus (Pv 4:23). Precisamos entregar nossa mente (razão e conhecimento) a Deus (II Cor 10:5). Precisamos levar nossos erros (pecados e tentações) a Deus (I Jo 1:9). Precisamos submeter nossa fé (esperança) única e exclusivamente a Deus (Hb 1:6). Tudo isso fará parte das vidas daqueles que querem entregar-se totalmente ao Pai.
Finalmente creio que a inscrição que identificava a moeda como de César também deverá existir em nós em relação a Deus. Porém, essa inscrição não será fruto da obra de mãos humanas. Não será resultado do esforço de um artífice perito em gravuras. Não será resultado da habilidade em se cumprir os ritos religiosos de nosso tempo. Com toda certeza essa inscrição foi escrita, e só poderia ter sido assim, pelo sangue de Jesus. Em Jesus, temos a inscrição identificadora: CRISTÃO, LAVADO E REMIDO NO SANGUE DO CORDEIRO. Entregue-se ao verdadeiro dono de sua vida e deixe transparecer Sua imagem e Inscrição que estão gravadas em você.

Que Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Homeagem a minha esposa: Bodas de aço.

Leandro e Amanda
Aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens deste último variando entre 0,008 e 2,11%. No aço comum o teor de impurezas (elementos além do ferro e do carbono) estará sempre abaixo dos 2%. O aço inoxidável é um aço de alta-liga com teores de cromo e de níquel em altas doses (que ultrapassam 20%). O aço é atualmente a mais importante liga metálica, sendo empregue de forma intensiva em numerosas aplicações tais como máquinas, ferramentas, em construção, etc.
Meu amor você enxergou alguma semelhança entre o aço e o nosso relacionamento. Então eu quero destacar algumas:
Assim como o aço é uma liga entre dois elementos (ferro e carbono) nosso relacionamento também é feito de uma liga, uma fundição. Ao me relacionar com você eu descobri a maravilha de dois serem apenas um. Sei que não somos iguais nem mesmo podemos nos anular mutuamente. Muito pelo contrário, somos extramente diferentes e é justamente por isso que a liga dá certo, pois ela se completa. Em ti me sinto completo e sei que meu potencial aumentou. Deus concluiu sua criação em mim ao me unir a você.
Percebeu como o teor de impureza no aço é baixíssimo (2%). Meu amor, sei que não somos perfeitos mas tenho absoluta certeza que nosso relacionamento é durável, por que nele o teor de impureza é quase nulo. Como é bom caminhar ao lado de uma pessoa que me compreende, que me apóia, que me perdoa, que perde perdão, que não guarda magoa, que é amiga, companheira, fiel, auxiliadora, sábia ... Por todas essas e outras características suas não tem como acumularmos impurezas, pois você de maneira incrível tem me ensinado como podemos limpar e purificar nosso relacionamento de todas elas.  
Outra coisa é o fato de o aço ser a mais importante liga metálica existente. Devo dizer que isso me lembrou de você, pois de todas as pessoas deste mundo que poderia me unir, você a todas é mais importante. Meus olhos não podem enxergar mais ninguém já que contigo eu formo a mais linda e importante liga que eu poderia formar com alguém.
Dizem os estudiosos que se acrescermos alguns elementos (níquel, cromo e molibdênio) à liga metálica que forma o aço suas propriedades são melhoradas. O mesmo acontece conosco, pois sabemos que nossa união foi firmada e estabelecida com a presença de um terceiro elemento, Deus. Sei que o Senhor tem caminhado conosco e é a presença dele que nos faz mais fortes e resistentes, permitindo assim que nosso relacionamento seja durável para sempre. Se popularmente o aço é conhecido por sua dureza e resistência, diante das pessoas seremos conhecidos, dia a dia, como pessoas que em Deus alcançaram o “para sempre”.
Meu amor, 11 anos ao teu lado é como se fosse o dia de ontem, nem parece que faz tanto tempo. Ontem nos conhecemos e levei uma violãozada na cara. Ontem demos o primeiro beijo perto da ponte. Ontem te pedi em casamento em cima de uma mesa. Ontem nos casamos e eu exagerei na dose do sim, três vezes. Ontem tivemos nossa lua de mel com direito a decoração especial. Ontem mobiliamos nosso primeiro apartamento. Ontem compramos nosso primeiro carro. Ontem compramos nossa casa, voltamos para o Brasil, perdemos pessoas amadas e inesquecíveis, nos adaptamos a uma nova realidade e assim caminhamos. Ontem mudamos para Dourados e eu me tornei bancário. Ontem passamos por duras provas, talvez a mais dolorosa de todas. Ontem ganhamos nossos melhores presentes de Deus.

Ontem você passou a dormir com um pastor.  Ontem saímos para vir pra cá, Foz do Iguaçu. Chegamos ao hoje, tão lindo e especial, estando nesse lugar que de maneira tão escancarada mostra o poder de Deus. Mas nossa vida não foi feita apenas de ontem e nem de hoje, haverá também o amanhã. Fico cheio de expectativa sobre aquilo que Deus tem reservado para o nosso amanhã. Porém uma coisa eu já sei: o amanhã será como o simples e passageiro dia de hoje. Sei que também não vai parecer muito tempo, pois ao seu lado todo o tempo do mundo será apenas como o ontem, o hoje e o amanhã.
Mas no final das contas você pode estar se perguntando, de onde eu tirei esta comparação tão incomum. É verdade que comparar o nosso relacionamento com o aço não é algo que costumo fazer. Mas acontece que hoje eu tenho um motivo especial para fazer isso. É que ao completarmos 11 anos de casados estamos comemorando:
Feliz Bodas de Aço
Tudo bem vai, não é tão chique como bodas de prata ou bodas de ouro, mais no final eu não estou nenhum um pouco preocupado com isso, pois o que importa mesmo é que você me fez o homem mais feliz do mundo nestes últimos 11 anos e certamente fará para todo sempre. Não se esqueça, foi muito bom estar contigo estes últimos 11 anos, ainda melhor será passar toda a eternidade ao teu lado.
Eu te amo hoje e sempre.

Morte na panela!

Em um período de fome os discípulos de Eliseu desinformadamente cozinharam uma erva venenosa. Logo, um mais avisado exclamou: “Morte na panela!” (II Rs 4:38-41). Em nossos hábitos alimentares temos uma grande semelhança e uma diferença com esse episódio bíblico: aquela é que ainda existe morte na panela de muitas pessoas; esta é que não estamos desinformados acerca disso. Pois bem, quero adaptar a expressão discipular e afirmar: a morte pode estar na sua panela, copo, prato, churrasqueira, geladeira etc.   
Nos últimos meses Deus me levou a pensar sobre como estava tratando o corpo que ele me confiou. Aos 29 anos estava pesando 108 Kg. Foi aí que Deus me enquadrou e me fez algumas perguntas: no que depender de você quanto tempo você quer conviver com sua família? Quanto tempo quer me servir levando meu Evangelho aos perdidos? Quer ter condições de ir e vir de forma independente? Quer gastar o dinheiro que Eu lhe der com médicos, remédios e hospitais ou pensou em coisas melhores?
Diante dessas perguntas cheguei à conclusão que Deus não queria zombar de um gordinho, mas tirá-lo de um caminho de morte. Para tal levou-me a pensar sobre três coisas que precisava dispensar cuidado redobrado: alimentação, peso e exercício físico. Você pode até achar estranho, mas não foi nenhum profissional da área que me alertou quanto a essas coisas. Foi Deus através do seu Espírito que me convenceu que era hora de mudar.
Sobre alimentação creio que precisamos fazer duas perguntas importantes: o que eu como? Quanto eu como? A primeira pergunta pode revelar que sofremos de uma grave doença: “ignorâncite Congênita” (se você não sabe que doença é essa, poderíamos chamá-la popularmente de burrice). Não comemos o que precisamos, mas o que gostamos. O problema é que o gosto tem a ver com prazer e não com necessidade. O imediatismo prazeroso emburrece nossa mente afirmando que o que importa é o agora. Diante desse quadro dantesco assumimos um compromisso em acelerar a vinda da morte através de uma oferta ao corpo de doses cavalares de coisas que lhe fazem mal e administramos a conta gotas nutrientes que lhes são necessários.
Se você não considera esse cenário pecaminoso poderíamos acrescentar o problema do vício. O apetite descontrolado estabelece uma prisão tal qual qualquer outro vício. Quem nunca ouviu ou disse a expressão: “eu não consigo resistir a esta comido!” Cuidado, se você não consegue deixar de beber coca, café ou comer pizza, carne gorda ou chocolate saiba: você é tão pecador como o drogado.
Ao nos enredarmos com a má-alimentação comumente nos deparamos com a “assustadora” obesidade. O problema é que a obesidade não traz consigo apenas os pneuzinhos, celulites, flacidez... O assustador é o fato que atreladas a ela, eventualmente, poderão vir a pressão alta, doenças coronárias, diabetes, doenças respiratórias etc.   O reconhecido periódico inglês de medicina “The Lancet” lançou recentemente uma pesquisa realizada que afirmou que a expectativa de vida diminui em 4 a 10 anos em indivíduos cujo IMC estão entre 30 e 40 pontos e que o índice de mortalidade a cada 5 pontos no IMC aumenta em 30%.
Desse modo, se você faz parte dos simples mortais é preciso fazer exercício físico. Existe uma máxima que creio ser verdadeira, quando o exterior para o interior segue o mesmo ritmo. Mesmo que você seja do tipo “magro de ruim” não deve se descuidar, pois existem muitos magros por fora que são gordos por dentro. Estabeleça uma rotina de exercícios físicos que te ajudarão a colocar as coisas em bom funcionamento.
Se você é daqueles tão espirituais que precisa de argumentos bíblicos para tomar qualquer decisão quero oferecê-lo alguns. Cuidar do corpo revela: boa mordomia (nosso corpo não nos pertence, ele pertence ao Espírito - I Cor 6:19); zelo e amor por sua família (amar ao próximo é colocar-se em condições de servi-los - Mt 22:39); amor por você mesmo (se não conseguimos amar nem a nós mesmos amaremos a quem? - Mt 22:39); e zelo e amor por Deus (amar a Deus sobre todas as coisas, inclusive mais que a comida – Mt 22:37).
                Finalmente é preciso que se diga que mudanças de hábitos sugerem superação de barreiras. Haverá desestímulo dos outros, pois as pessoas observam atentamente quando você engorda, mas não quando emagrece. A preguiça há de surgir, mas estabeleça um horário para exercício e os tenha como uma expressão de louvor a Deus. Fuja da ideia de emagrecimento milagroso, pois não se trata apenas de regime, mas reeducação alimentar. Por vezes seu esforço aparentará perda de tempo, mas lembre-se que nada é mais importante do que sua saúde. Elimine os pensamentos de que a vida é passageira e devo aproveitar bem seus prazeres, pois ela pode ser mais curta do que deveria. Repreenda seu inconsciente ou outras pessoas que associarem cuidado ao corpo com culto ao corpo, pois são coisas distintas.
Depois de dois meses de mudanças de hábitos e de alimentação consegui perder 13 Kg. Sei que há muito por fazer, mas com a ajuda de Deus conseguirei vencer essa batalha. Se farinha foi antídoto contra a morte na panela dos tempos de Eliseu, uma nova consciência geradora de uma reeducação de hábitos e alimentação será o antídoto da morte existente nas panelas de hoje. Que Deus lhe abençoe!

Pr. Leandro Azambuja

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Berço esplêndido, para quem? (Dt 16:9-12)


A segunda parte do Hino Nacional Brasileiro começa dizendo: “Deitado eternamente em berço esplêndido”. Mas eu me pergunto, quem é que tem deitado em berço esplêndido? Obviamente o Hino faz menção a nação como um todo, e nesse trecho especificamente, enaltece as belezas naturais deste rico solo. Contudo, nós sabemos que o Brasil não é composto apenas por suas belas paisagens, mas, sobretudo pelos habitantes delas. Então pergunto novamente, quem são os brasileirinhos que tem tido o privilégio de deitar em berço esplêndido em sua jornada infantil?
Vamos deixar de lado a interpretação fidedigna da palavra “esplêndido” para pensar que todo aquele que recebeu o que era preciso em sua criancice alcançou o ideal de nosso hino. Isso porque para mim berço esplêndido não é feito de ouro ou pedras preciosas e sim de amor. Não se trata de uma construção superprotegida dos palácios reais e sim da proteção constante e terna das mãos paternais. Não se trata de aparente luxo e ostentação e sim de constante oferta de dedicação. Nesse sentido posso afirmar seguramente que eu nasci em berço esplêndido, pois desde meus primeiros dias de vida fui amado, protegido, querido, acariciado, amparado, cuidado, ..., por meus pais e outros mais. E você, também recebeu tudo isso? Então pode afirmar: nasci em berço esplêndido!
Se essa é a nossa realidade infelizmente não é a de todos. Se você nasceu em um ambiente devidamente ajustado para recebê-lo e seu filho também teve o mesmo destino, saiba que você é um abençoado. Muitos neste rico solo nascem distantes de onde os berços esplêndidos estão postos. Milhares de crianças abandonadas, exploradas e esquecidas. Crianças pedindo esmolas, roubando e se prostituindo para que possam simplesmente comer. Crianças catadoras de lixo, guardadoras de carro, colhedoras de cana, trabalhadoras de carvoaria... cujos “brinquedos” se tornaram a garrafa reciclável, o limpa vidros, a foice e os tocos de madeira. Crianças vitimadas por aqueles que mais deviam amá-las, seus pais. Abusos sexuais, violência física e verbal, abandono, maus tratos... UFA... onde estão os berços esplêndidos que estes pequeninos merecem?
Tenho conhecido crianças que em 5, 6 ou 7 anos de vida já experimentaram muito mais dor e sofrimento do que eu provavelmente experimentarei ao longo de toda vida. Duvida? O que você acha de uma pequena que viu seu pai se enforcar, sua mãe usar drogas, ser molestada por tios e primos e abandonada pela avó? Ou o que acha de outra pequena com deficiência auditiva que foi violentada por parentes e agora está internada por que sua gravidez é de alto risco?
Talvez você se pergunte: e daí, o que eu posso fazer além de cuidar bem dos filhos que Deus me deu? Antes de tudo olhe para a Bíblia. Em diversos momentos, como nosso texto em destaque, a Bíblia afirma que a tarefa de amparar e ofertar socorro ao órfão são do povo de Deus. Não tenho dúvidas de que hoje existem muitas crianças órfãs, tanto de pais vivos quanto de pais mortos, que podem ser abençoadas por você. Você já pensou em adotar uma criança? Por que não? Já pensou que pode repartir seus bens dando de comer a quem não tem? Você já pensou em comprar brinquedos e entregar para crianças carentes? Procurou investigar denúncias e suspeitas de maus tratos? Que tal fazer uma visitinha a uma instituição acolhedora de crianças em situação de risco? Hoje é dia para você se atentar para essas coisas e outras mais. Não tenho dúvidas de que o berço esplêndido da criança violentada, desamparada e maltratada pode estar em suas mãos.

Deus lhe abençoe e lhe use!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mimados da fé

“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais” (I Cor 1:1,2).

Desde quando casei uma coisa que sempre ouvi na criação de filhos é que não era certo dizer sempre sim a eles. Conceder-lhes todos os desejos seria muito perigoso, pois isso os levaria a se tornarem mimados. Hoje, com dois filhos, descobri que esse ensinamento é a mais pura verdade. Contudo, descobri mais outra verdade, existem muitos crentes mimados. O que eu não sei exatamente é porque surgiu esse tipo de crente, já que Deus não nos dá tudo o que queremos. Creio que seja o fato que existem muitos crentes que optaram por não crescer na fé, adotando ao longo do tempo postura de criancinha. Era necessário que houvesse crescimento espiritual para que chegassem a condição de adulto sensato, mas a verdade é que ainda não passaram de criancinhas mimadas da fé.
Para os mimados é extremamente difícil receber um não. Já vi criancinhas deixarem seus pais envergonhados fazendo uma cena digna de Oscar dentre de supermercados pelo fato de não ganharem o que queriam. Na maioria das vezes os pais voltam atrás e compram o objeto motivador de tamanho desespero de seu filho. Com Deus é semelhante, com exceção de que Ele não volta atrás por conta do nosso desespero “Oscariano”. Mesmo sabendo disso, muitas criancinhas mimadas da fé fazem biquinho, ameaçam, desistem, mudam etc. Se Deus não responde às suas orações, não traz o milagre esperado, a cura, o emprego, a solução, então, a pessoa desiste de Deus, procura outro deus e se submete a ele.
Outra característica dos mimados é que eles são egocêntricos. O centro do universo, da família, da igreja, da sociedade, dentre outras coisas, é o seu próprio umbigo. Faltaram algumas aulas com o mestre Jesus e, por isso, dizem: que seja feita minha vontade. Não que esses mimados estejam lutando pelo reino, pelo evangelho, ou mesmo por Jesus. A motivação é outra, brigam por que não acataram suas brilhantes idéias. A última palavra deve ser a dele. Para tudo que vai ser feito é necessário que seja consultado. Se tomarem uma decisão sem o seu consentimento, o barraco está armado, pois ele não irá deixar barato.   
Como o centro de tudo é o seu ego, os mimados são indiferentes. Pouco importa o que ocorre ao redor dele. A necessidade sempre estará dentro de si mesmo. Se outro tem algum problema, que importa? Assim são indiferentes ao corpo, pois ninguém terá maiores problemas que os seus. São indiferentes ao Pai, pois Ele estará em servi-lo e apenas isso. Serão indiferentes as bênçãos, pois suas utilidades passarão muito rapidamente. Em última análise  pode-se dizer que os mimados da fé serão indiferentes até mesmo ao preço da cruz, pois afinal, o que o Pai faz nunca é o bastante.
Meus irmãos é hora de crescer na fé e deixar de ser mimado. É hora de deixarmos as coisas de crianças e passarmos a nos comportar como adultos. O crescimento espiritual não vem com tempo. Se o crescimento físico é questão de tempo o mesmo não acontece com o crescimento espiritual. Você pode até ter perdido os dentes, o cabelo, a visão, a audição e as forças dentro de uma igreja e mesmo assim ser uma criancinha em Cristo. Crescimento espiritual é questão de escolha na medida em que se abandonam as coisas de menino e se dedica as coisas de adulto. Deus espera encontrar em nosso meio muitas pessoas desenvolvidas espiritualmente. Então vale a pergunta: você uma criancinha mimada da fé ou um cristão adulto e sensato?

Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Jesus, um ser grandiosamente pequeno! (Fl 2:5-11)


Eu gosto de pensar em Jesus como um ser grandioso, majestoso e incrivelmente maior que a minha capacidade de compreendê-lo. Simultaneamente também gosto de me relacionar com Jesus como um ser pequeno, acessível e próximo. A Bíblia me dá margem para pensar das duas maneiras, e creio que ambas estão biblicamente corretas. Olhar para Jesus como um ser grandioso me faz lembrar quem eu sou. Percebo facilmente a minha insignificância e, portanto, a minha total necessidade de depender dele. Por outro lado, olhar para Jesus como ser pequeno não me deixa esquecer quem ele é. Me ajuda a lembrar que por mais inapropriado e pecador que eu seja Jesus sempre irá sujeitar-se a me abraçar. Isso é incrível!
A grandeza de Jesus afirma que Ele é poderoso. Teologicamente até criamos um termo para relembrarmos essa verdade inquestionável: Onipotência. Isso significa que não há nada que pensamos ou imaginamos que Jesus não possa fazer. Por outro lado, pela pequenez de Jesus lembramos que Ele é amor em sua expressão máxima. Por amor a gente até abre mão de certos direitos, e com Jesus não foi diferente (Fl 2:6). Por exemplo, pelo seu poder grandioso Jesus poderia eliminar o mal acabando com o ser humano mal. Mas pelo seu “amor que o torna pequeno” ele preferiu fazê-lo entregando sua própria vida em uma cruz. 
A grandeza de Jesus afirma que Ele criou todas as coisas. Como ser infinito criou coisas finitas, obras de sua mão. Cada átomo, cada energia, cada célula, cada organismo, cada espécie, cada ecossistema, cada planeta, cada sistema planetário, cada galáxia, tudo isso e muito mais, milimetricamente arquitetado pelo maior inventor e criador de todos os tempos (Jo 1:3). Alguém poderia pensar: ser tão grandioso como este jamais se sujeitaria a se aproximar de seres tão pequenos e limitados como, por exemplo, os seres humanos. Mas aqui entra a face pequena de Jesus, que se aproximou dos seres criados desejando se relacionar com eles. Essa é uma verdadeira maravilha que somente um ser grandiosamente pequeno como Jesus poderia realizar.
Um dos atributos que podem reforçar a grandeza de Jesus é o fato de que nele não se encontra nenhum tipo de pecado, ou seja, sua santidade. Afirmamos inclusive que o que torna Jesus diferente dos demais seres humanos dando legitimidade a sua obra redentora é o fato dele ser imaculado. Pois bem, alguém tão puro e santo como Jesus não poderia se aproximar de seres de reputação duvidosa, poderíamos pensar. Mas o lado pequeno de Jesus faz com que, a despeito de sua santidade, se aproxime do pecador. Ora comendo junto (Mc 2:16), ora livrando da morte (Jo 8:7), ora pedindo favor (Jo 4:7), ora deixando-se ser ungido (Mt 26:7). Seja como for, biblicamente é incontestável que Jesus, o santo, andou e se relacionou com inúmeros pecadores.
Há outra afirmação teológica que testifica da grandeza de Jesus, sua onipresença. Muitas vezes lembramos desse fato para dizer que Jesus está sempre presente, não importa o que aconteça. Mas às vezes parece que a onipresença é tão grandiosa que torna a presença desejada de Jesus impessoal. É quase que o fato de Jesus estar presente em nada tem a ver propriamente conosco e sim com sua característica divina de estar presente em todo lugar ao mesmo tempo. Daí eu me recordo que Jesus é tão grande ao ponto de ser onipresente e ao mesmo tempo tão pequeno a ponto de deixar-me aconchegar em seu peito (Jo 13:25). Milagrosamente Jesus reserva tempo e lugar específico para que a gente, só eu e Ele, possa se encontrar. No íntimo da presença do Mestre desfruto de seus ombros exclusivamente.
Apesar dessa possibilidade certa de comunhão íntima, não consigo esquecer que a grandeza de Jesus faz com que suas palavras sejam mandamentos. Em sua presença é bom permanecer em silêncio e atento ao que Ele diz. Da nossa parte espera-se a obediência. Esta forma de comunicação está correta e poderia terminar aqui se não fosse o fato de que Jesus se apequenou a ponto de querer me ouvir. Fico pensando, o que poderia dizer de especial que pudesse impressionar Jesus ou mesmo agradá-lo? Então chego a conclusão que não importa o que eu digo e nem como digo, só importa o fato de que a pequenez de Jesus o levou a querer me ouvir. Os mandamentos continuam sendo mandamentos, mas na face pequena de Jesus abre-se um novo tipo de comunicação, o diálogo.
Finalmente, diante da grandeza de Jesus, devo lembrar que a ele pertence toda a glória. Não me parece difícil pensar assim, pois tenho me acostumado a ver, e muitas vezes fazer, reverência a outro ser humano somente por que aparentemente alcançou um lugar de destaque na sociedade. Se já tenho predisposição em admirar humanos por conquistas humanas, temporais e passageiras, que poderia dizer de Jesus e suas conquistas? Sei que Ele merece toda glória e honra (Fl 2:9). O que é incrível para mim é o fato de que em sua pequenez Jesus quis humilhar-se assumindo a forma de servo (Fl 2:7). Assim o grande Jesus recebeu o nome pelo qual todo joelho se dobrará, e assim o pequeno Jesus dobrou seus joelhos para lavar os pés dos discípulos.
 Paulo começa nosso texto dizendo que deveríamos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. Quero encerrar essa reflexão ressaltando esse princípio, a grandeza e a pequenez, apesar de antônimas, não precisam andar separadas. Caminhando com Jesus podemos e devemos aprender que nossa vida deve ser vivida de maneira grandiosamente pequena. Isso significa que sabemos que somos pequenos a ponto de sermos totalmente dependentes do nosso Senhor Jesus e ao mesmo tempo “tão grandes” a ponto de termos custado seu sangue vertido na cruz. Viva a pequenez de Jesus para realmente experimentar sua grandeza.

Deus lhe abençoe!

domingo, 3 de junho de 2012

Uma palavra sobre dons espirituais

Nessa manhã vou ministrar uma aula sobre dons espirituais na Escola Bíblica Domical de minha Igreja. Quero compartilhar alguma coisa aqui no blog. Os dons espirituais são concedidos pelo Espírito Santo conforme ele quer (I Cor 12:1). O Espírito não está subordinado à ação humana para conceder estes dons. Os dons que Ele concede sempre visam um fim proveitoso (I Cor 12:7) e certamente não está refém da vaidade humana, muito menos no oferecimento de honras e destaque. Todo e qualquer dom deve sempre ser utilizado para cumprir seu principal objetivo que é a edificação da igreja (I cor 14:12).
Há uma variedade de dons. O apóstolo Paulo faz uma listagem em sua primeira carta à igreja de Corinto. A lista apresenta os seguintes: sabedoria, conhecimento, fé, cura, operações de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas e interpretação de línguas (I Cor 12:8-11). Todos estes dons podem ser conferidos aos servos de Deus, mas não há, por parte do Espírito, obrigatoriedade com ninguém e com nenhum dom, no sentido de que se a pessoa não tiver determinado dom, sua relação com Deus está enfraquecida. O Espírito age como quer e distribui os dons como quer.
O apóstolo, ainda na mesma carta, afirma que qualquer dom deve ser empregado com amor (I cor 13). Em sua visão, não basta ter o dom, é preciso que este dom seja sempre acompanhado pelo amor. O amor é quem vai validar a ação de determinado dom. O dom pode ser um instrumento de poder e orgulho se não for precedido do amor. Então é importante buscar perceber o dom e evoluir em sua utilização, mas o caminho sobremodo excelente (I Cor 12:31) se dará pelas vias do amor.
Paulo, ao escrever esta carta e ao falar acerca dos dons espirituais, tinha uma preocupação: equilibrar o andamento das práticas da igreja relacionadas aos dons. A igreja de Corinto estava supervalorizando o dom de línguas (I Cor 14:23) e havia uma certa desordem nos cultos por conta disto. Além disto, havia uma preocupação do apóstolo em relação a incrédulos que, por ventura, entrassem na igreja e não conseguissem compreender nada do que estavam dizendo. Por isso ele vai dizer que era necessário ordem no culto (I Cor 14:26-36), inclusive e especialmente em relação ao dom de línguas.
Atualmente este dom tem sido um dos principais argumentos fundantes da divisão entre os grupos chamados de pentecostais e tradicionais. Parece que ambos se distanciaram principalmente pelo fato de defenderem extremos. Uns, os pentecostais, afirmam que aquele que realmente passou por uma experiência com Cristo necessariamente deve falar em línguas. É como se fosse um sinal da verdadeira conversão. Neste sentido surge a idéia do batismo no Espírito como uma segunda experiência com o Espírito de Deus em que Ele verdadeiramente completa sua obra e a sela. Para que todos possam perceber esta obra realizada, o Espírito Santo concede o dom de línguas.
Este posicionamento é totalmente equivocado. Primeiro, como já foi dito acima, o Espírito concede os dons de maneira livre e sem nenhuma obrigatoriedade. Não há argumentos bíblicos que afirmem que todo cristão tenha que necessariamente falar em línguas (I Cor 14:5a). Segundo, o dom de línguas é apresentado por Paulo como um dom dispensável e de utilização controversa, pois quem fala em línguas estranhas não traz edificação para a igreja (I Cor 14:1-25), sendo esta a principal razão da existência dos dons. Terceiro, por ser dispensável, e quando comparado ao dom de profetizar, ele se torna inferior (I Cor 14:5b). Portanto, o dom de línguas não pode ser elemento aferidor de conversão ou santificação.
Por outro lado muitos tradicionais rejeitam o dom de línguas como se não fosse bíblico. Este parece ser outro extremo. Rejeitá-lo é rejeitar a declaração de Paulo a igreja de corinto, visto que o apóstolo gasta um bom tempo para tratar sobre este dom. Em nenhum momento o apóstolo proíbe o falar em outras línguas. O que ele esclarece é como isto deveria ser feito, a partir do respeito de alguns critérios que ele determina. Além disto, ele afirma que gostaria que todos falassem em línguas (I Cor 14:5a), pois isto traria edificação individual (I Cor 5:4). Outra coisa importante é o fato de ser o Espírito quem concede o dom de línguas (I Cor 12:10) e, portanto, não cabe a igreja nem aos seus líderes determinar a não utilização completa deste dom (I cor 14:39).
O caminho sobremodo excelente, o amor, deve ser aplicado aqui. É preciso encontrar um equilíbrio entre o negar totalmente e o afirmar totalmente. Por amor, não se deve exigir de quem o Espírito não concedeu o dom de línguas que ele fale em línguas estranhas. Por amor também não se pode exigir de quem o Espírito concedeu o dom que ele nunca o utilize. E também por amor, deve ser estabelecidos critérios, assim como o apóstolo Paulo fez com a igreja de Corinto, para a utilização deste dom, a fim de que o indivíduo seja edificado, mas, que muito mais, a igreja seja edificada.
Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Confio, por isso espero!

Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. (Jr 17:7)

Confiança e esperança são palavras que caracterizam duas virtudes indispensáveis para a manutenção da vida. A pessoa que não consegue confiar em ninguém ou que perdeu as esperanças está fadada ao fracasso, ou seja, a desistência ou anulação da vida. Essas qualidades são fundamentais e indispensáveis, principalmente pelo fato de que serão, inevitavelmente, muito exigidas.
A vida humana é marcada por contradições e sofrimentos. Não há quem possa dizer que está imune aos dilemas da vida. Morte, doença, solidão, tristeza, pobreza, incertezas, dentre outras, são algumas das lutas que vez ou outra temos que enfrentar. Quando elas aparecem evidenciarão a presença ou ausência de confiança e esperança.
Quando Jeremias fala sobre esses “adjetivos”, ele os condiciona a Deus, ou melhor, diz que a pessoa realmente abençoada é aquela que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Então, não basta ter confiança e esperança, é preciso que elas sejam depositadas em Deus. O profeta fala desta maneira porque sabia que somente o Senhor é capaz de não nos decepcionar.
Devemos confiar no Senhor. É preciso lembrar constantemente que Deus está no controle e sabe exatamente o que faz. Por mais difíceis que possam parecer às lutas lembre-se que Deus é superior a todas elas. Confiar no Senhor é entregar-se totalmente a Ele desejando ardentemente o rumo que Ele deseja dar em nossas vidas, mesmo que este rumo seja marcado por lutas e renúncias.
Quando confiamos no Senhor não fica difícil depositarmos nossa esperança nele. Aliás, esta atitude é uma conseqüência. Confio, por isso espero. Sem murmuração ou reclamação, mas descansando de baixo da sombra do onipotente. Pode até parecer uma fala utópica para alguns, mas não o é para muitos que conseguiram alcançar este lugar seguro. Vale à pena confiarmos no Senhor e depositarmos nossa esperança em Deus, pois Ele jamais nos frustrará.
  Por fim, queria destacar que o maior motivo que temos para confiarmos e esperarmos em Deus é o fato de que Jesus nasceu, cumprindo a promessa do Pai que enviaria o filho para nos salvar. Em Jesus podemos confiar e depositar nossa esperança. Nele está a plenitude de vida e a salvação. Não há luta ou dilema que em Cristo não possa ser superada. Que neste dia o seu coração seja a manjedoura que acolhe o menino Jesus. Em outras palavras, que o seu coração tenha o príncipe da paz como Senhor, para que enfim você tenha em quem confiar e esperar.
Que Deus lhe abençoe!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Chega de murmurar, eu quero louvar!!!

Respondeu-lhes Jesus: não murmureis entre vós. (Jo 6:43)

Já faz um tempo que eu tenho aprendido que não devo murmurar. Mas nem sempre é fácil. Quando menos imagino lá vêm àquelas palavras de murmuração tão indesejáveis. Mas é assim mesmo, como diz o apóstolo Paulo: “Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:19). Meus irmãos, muitas vezes passamos a reclamar das coisas que nos cercam e deixamos de perceber que as nossas palavras são apenas de desaprovação. É como se tudo ao nosso redor estivesse ruim e precisasse ser refeito. Por isso murmuração é pecado, pois todas as vezes que murmuramos estamos dizendo, mesmo que de forma indireta, que Deus não sabe o que faz, e se as coisas estivessem em nosso controle, seriam muito melhores. A murmuração revela insatisfação, desconhecimento, incredulidade, ingratidão, pessimismo, insensatez, dentre outras coisas, sendo que, em última análise, todos estes sentimentos se voltam contra Deus. Temos que aprender que a murmuração nos impede de alcançar muitas coisas. É como se estivéssemos com o freio-de-mão acionado e que não pudéssemos andar. Gostaria de compartilhar algumas características nossas que são reveladas a partir da murmuração.

Murmuração revela ingratidão

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes...” (2 Tim 3:1-2)
          Será que o que Deus fez e tem feito por você é suficiente e lhe deixa feliz? Se a sua resposta a esta pergunta é sim, certamente você não é um murmurador. Se Deus tem agido em seu favor de maneira a superar suas expectativas, em que você poderia murmurar? Mas infelizmente nem sempre estamos plenamente satisfeitos e gratos. Parece que aquilo que o Senhor fez e faz por nós não é suficiente. Não é suficiente seu amor. Não é suficiente seu perdão. Não é suficiente sua companhia. Não é suficiente sua morte na cruz. Não é suficiente ser quem ele é, eu quero mais. A minha ingratidão busca sempre mais. Mais dinheiro, mais status, mais poder, mais influência, sendo que o “pouco” que tenho revela que Deus tem sido negligente em relação a mim, pois eu deveria ter muito mais. É tão estranho o que acontece com algumas pessoas que só conseguem enxergar o pouco. Tenho dois carros importados, é pouco. Tenho três casas incluindo uma na praia, é pouco. Tenho uma empresa multinacional, é pouco. Tenho saúde, é pouco. Tenho uma família, é pouco. Tenho muitos amigos, é pouco. TENHO UM DEUS, É POUCO. Será que estamos dentre os que acreditam ser pouco ter a presença do Deus criador dos céus e da terra que deu seu filho Jesus para morrer em uma cruz por nós?
          Precisamos revelar a Deus toda a nossa gratidão por quem Ele é e por aquilo que fez em nossas vidas. É claro que existem certas coisas que podem e devem ser mudadas em nós, mas isto não pode ser a causa de não sermos gratos a Deus. Temos que parar de olhar para nossas queixas e olhar para as bênçãos do Senhor. Se assim fizermos, veremos que “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres” (Sl 126:3). Precisamos permitir que os nossos lábios declarem o quanto estamos felizes por causa de Deus e seu agir. Lembrando que “em tudo daí graças, por que esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vós” (I Tes 5:18). Então meu irmão,  se lhe falta motivo para ser grato a Deus a fim de deixar de murmurar, lembre-se de Cristo e a cruz que Ele suportou por sua causa. Por isso, “rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! Ofereçam sacrifícios de ações de graças e proclamem com júbilo as suas obras!”  (Sl 107:21-22).

Murmuração revela pessimismo

          Uma das coisas mais difíceis em relacionamentos é caminhar ao lado de alguém pessimista. Aquele que nunca consegue enxergar a face positiva das coisas. Sempre profere uma palavra negativa. Esta característica é uma das marcas dos murmuradores. Um murmurador é um pessimista em potencial. Para um murmurador, mesmo que de forma indireta, é até bom que as coisas continuem ruins, pois assim terá motivo para reclamar. Ora, se eu quero reclamar, por que ter esperança e acreditar de o que está ruim pode ser revertido? Não quero acreditar em dias melhores, mais vale murmurar pelos dias ruins. Deus não quer que sejamos assim. Ele espera que tenhamos fé de que as coisas ruins podem ser revertidas e que deixemos de lado a tendência de olhar apenas para as adversidades. Não posso deixar pensamentos pessimistas dominarem minha mente e minha língua. Não posso ser dominado por palavras murmuradoras que revelam minha tendência pessimista. Mas isto só se torna possível se estivermos “olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado a destra do trono de Deus.” (Hb 12:2)
          Quando falo deste assunto, me lembro de José. Ele tinha todos os motivos para ser pessimista e murmurador. Quando as coisas pareciam melhorar algo acontecia e ele ia mais para baixo. Vendido como escravo pelos irmãos. Quando era escravo na casa de Potifar foi acusado de um crime que não cometeu. Foi preso. Na cadeia foi esquecido pelo copeiro. Mas após todas estas desventuras, José foi posto por Deus como superintendente de toda a terra do Egito. A semelhança de José, não podemos murmurar sendo pessimista. Pode ser que tenhamos sido injustiçados, mal-tratados, traídos, aprisionados, escravizados, esquecidos no atual momento, mas Deus tem nos reservado um futuro glorioso na mansão celestial e um presente vitorioso em Cristo Jesus. Por isso, não cabe em nossos lábios o pessimismo revelado pela murmuração, porque “em todas estas coisas somos mais do que vitoriosos por meio daquele que nos amou.” (Rm 8:37).  

Murmuração revela desconhecimento

          Uma das coisas mais comuns para um murmurador é acreditar que ninguém sofre como ele. O seu problema é sempre o maior e por isso pode reclamar. A murmuração nos torna incapaz de enxergar o outro. Não percebemos que sempre existirá alguém em pior situação do que a nossa e por isso não deveríamos murmurar. Murmuração revela desconhecimento do mundo e das pessoas que estão ao nosso redor. Precisamos buscar conhecer o mundo além do nosso umbigo. Enxergar realidades de pessoas em situações adversas às nossas. Quando isto acontece, deixamos de murmurar por coisas insignificantes e passamos a nos colocar a disposição daqueles que realmente precisam de ajuda. É claro que talvez quem precise de ajuda seja exatamente você, mas mesmo assim, haverá pessoas em situação pior do que a sua que poderão, se assim você permitir, receber a sua ajuda. Além disto, a murmuração nos impede de conhecer plenamente quem é o nosso Deus. Desconhecemos a realidade ao nosso redor por causa da murmuração sendo que isto inclui a própria realidade do Senhor. “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu? Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.” (Jo 6:41-42).
         Todas as vezes que murmuramos, a semelhança destes judeus, deixamos de entender a natureza divina de Jesus e, no máximo, podemos entender sua natureza terrestre. Em outras palavras, com a murmuração passamos a afirmar que Jesus não tem poder em nossas vidas, muito menos nas de outros. Se somos conhecedores de Cristo e de seu poder já não cabem em nossos lábios murmuração. Como murmurar se conhecemos aquele que dividiu a história? Como murmurar se sabemos que Jesus rasgou o véu que nos separava de Deus? Como murmurar se sabemos que Jesus venceu a morte e está assentado a destra do Pai? Como murmurar se sabemos que o Senhor nos prometeu um consolador que estaria conosco todos os dias da nossa vida? Como murmurar se sabemos que o Filho de Deus se fez homem e habitou entre nós? Como murmurar se sabemos que Jesus nos ama? Como murmurar se sabemos que Jesus verteu seu sangue na cruz por nós? Como murmurar se sabemos que Jesus nos deu vida eterna? Ora, pode ser que eu não tenha absolutamente mais nada na vida. Não tenha dinheiro, fama e saúde. Mas tenha certeza de uma coisa, eu tenho todos os motivos para ser a pessoa mais feliz do mundo, pois  tenho JESUS como o Senhor da minha vida. Por isso, chega de murmurar, eu quero louvar o meu Senhor!!

Que Deus lhe abençoe!!

sábado, 26 de maio de 2012

Minha vida é uma festa!

“Todos costumam por o bom vinho, e quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardastes o bom vinho até agora.” (Jo 2:10)

O primeiro milagre registrado de Jesus aconteceu em uma festa de casamento. O vinho havia acabado, o que certamente traria muito constrangimento para o noivo. Uma festa sem vinho não seria satisfatória para quase ninguém dos que estavam presentes. Faltaria alegria e a festa tenderia a ser terminada precipitadamente. Contudo, para o alívio do noivo, Jesus estava presente e o milagre aconteceu. Água transformada em vinho, e assim, a festa poderia continuar.
Pensando neste episódio, vale destacar que nós fomos criados para viver em festa. Celebração eterna, que foi marcada por um início, mas que não veria jamais o fim. Acontece que esta não é a realidade da maioria das pessoas. Muitos perderam a alegria, e, ao fazerem um exame, suas vidas se parecem mais com uma marcha fúnebre do que com uma celebração.
Pensando em nossas vidas alguns elementos presentes na festa se destacam. Não faltavam pessoas, pois eram muitos os convidados. Estes eram os recursos pessoais que o noivo poderia dispor para a solução do seu problema. Havia também os recursos religiosos, já que as talhas utilizadas para a purificação estavam ali. E o que dizer da água, recursos materiais, que apesar de serem abundantes não era exatamente o que o noivo precisava. Nem os recursos pessoais, nem os recursos religiosos, muito menos os recursos materiais foram capazes de manter a continuação da festa.
Em nossas vidas é exatamente assim. As pessoas ao nosso redor, por mais importantes que sejam não tem a capacidade de sustentar a nossa vida. O mesmo acontece com o sistema religioso do qual fazemos parte, que apesar de ser parte constituinte da nossa experiência de fé, não é capaz de manter a festa. Com os recursos materiais é a mesma coisa, podem até satisfazer momentaneamente, mas em última instância tendem a fracassar.
Diante disso, temos que ter certeza e jamais podemos nos esquecer: somente a ação de Jesus em nossas vidas garante a festa. Com Jesus as pessoas, a religião, os bens materiais e tudo mais passam a ter sentido. Ele se faz o bom vinho que não se encontra em nenhum outro lugar. Ele é o vinho novo (Mt 9:17) da nova aliança (Mt 26:28) que todos nós precisamos. Entregue-se a ele e viva a festa que ele têm para você.
Deus lhe abençoe!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aprendendo com a formiga! (Pv 6:6-11)

            Outro dia apareceram em minha casa umas formiguinhas que faziam um rastro organizado por muito trabalho e esforço. Devo confessar, ficava parado diante delas admirando-as por aquela obra. Elas cortavam folhas de uma árvore que fica em frente de casa e sistematicamente carregavam estas folhas para o formigueiro que distava quase 50m, lá no fundo do terreno. Era formidável o trabalho e comprometimento delas. Nesta história, quem não ficou muito satisfeita foi a árvore, que ficou completamente nua. Mas, depois de observá-las, me lembrei do provérbio bíblico que diz para irmos ter com a formiga para aprendermos antídotos contra a preguiça. Cheguei à conclusão de que elas também nos ensinam em relação a outras coisas. Então, te convido a meditar em alguns ensinamentos “formiguinianos”.
As formigas são divididas em várias castas. Cada uma delas é responsável por uma atividade dentro de sua comunidade. Por exemplo, umas cortam folhas e carregam, outras cuidam da limpeza e da defesa e há ainda as que cuidam do cultivo dos fungos que servem de alimento e do cuidado com os filhotes. São extremamente eficientes e organizadas. Nós deveríamos ser assim também, mas nem sempre conseguimos. Somos chamados para fazer parte de um corpo que deve estar bem ajustado e com seus membros fazendo exatamente suas atribuições. Contudo, a verdade é que este corpo ás vezes está dividido.
Existe um tipo de formiga chamada de pote-de-mel que criam obreiras especiais cuja função é alimentar outras através da reserva de alimento em seu corpo. As formigas também emitem sinais, os chamados feromônios, quando são agredidas, o que fará com que imediatamente receba socorro de outras formigas. Diante do exposto, precisamos pensar em qual atitude tenho tomado em relação aos outros. Nós somos chamados para servir. Este é o nosso desafio, negar o nosso ”eu” em prol de outros.
Você já viu uma formiga ficar sozinha por um bom tempo se esbaldando no pote de açúcar? É claro que não. Em instantes o pote vai ser invadido por um batalhão de formigas. Isto ocorre por que as formigas anunciam a boa notícia. Elas fazem um rastro de feromônio que servirá de mapa para levar outras formigas ao pote. Aí, quando a comida acaba, elas deixam de fazer o rastro e partem a procura de novos potes de comida e o processo recomeça. Assim como as formigas somos desafiados a anunciar as boas notícias à sociedade. Precisamos deixar um rastro que leve outros a Cristo.
Há também um tipo de formiga que produz uma obreira especial chamada química. A classe das químicas fica responsável por detectar qualquer contaminação em outras formigas e manter o formigueiro a salvo delas. Caso elas não consigam detectar a contaminação antes da contaminada entrar no formigueiro, então para evitar a contaminação de todas as formigas, elas imediatamente retiram a rainha e depois organizam o processo de mudança de habitação. Da mesma sorte precisamos proteger nossa habitação contra a contaminação. A começar pelo nosso próprio corpo, nossa igreja e também nossa casa.
Se têm uma coisa que as formigas não são é preguiçosa. Na minha observação constatei que as formigas estavam todas envolvidas na tarefa de cortar folhas. Observei que no caminho para o formigueiro nenhuma delas voltavam de patas vazias. Todas carregavam algum pedacinho de folha. Às vezes eram pedaços gigantes se comparado ao seu tamanho. Por isso, este provérbio chama atenção dos preguiçosos a partir do exemplo das formigas. Aí vai alguns tipos de preguiça que precisamos combater: Preguiça profissional (comodismo, não quer pagar o preço); Preguiça relacional (não se relaciona com novas pessoas); Preguiça espiritual (acredita não precisar crescer, o que sou já é suficiente).
A formiga é uma excelente professora. Se a observarmos poderemos ser surpreendidos com o quanto elas tem a nos ensinar. Como foi dito, ela nos levará a uma compreensão mais profunda do que é trabalho em equipe, fará com que sejamos mais propensos ao altruísmo, aguçará o nosso desejo de espalhar a boa notícia e proteger a comunidade contra ataques, além obviamente de levar a qualquer preguiçoso a rever sua vida. Por isso vale a pena ir ter com a formiga como nos recomenda o autor de Provérbio.
Que Deus lhe abençoe!

Alguém quer te ouvir!

“Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os seus ouvidos.” (Sl 116: 1-2ª)

Quando era criança gostava muito de chegar em casa para contar a minha mãe como foi o meu dia de colégio. Por alguns minutos, às vezes horas, alugava os ouvidos de mamãe com minhas histórias. Tenho certeza que aquelas histórias não eram atraentes por si só. Muito pelo contrário, para maioria das pessoas seriam contos desprezíveis. Contudo, isso não acontecia com mamãe. Cada fato que eu narrasse sempre teriam a disposição minha seus ouvidos meigos. Ela me dava atenção fosse o que fosse que eu quisesse contar.
Com o passar dos anos descobri que o que aconteceu durante minha infância não era algo comum para um número enorme de pessoas. Muitos sofrem por nunca terem encontrado alguém disposto a ouvi-lo com sinceridade e dedicação. Foram crianças e se tornaram adultos sem terem tido o privilégio de serem escutados. Quando precisam de alguém para abrir seus corações se vêem no lugar sombrio da solidão. Sozinhos e aparentemente desamparados passam a trilhar o caminho da indiferença.
Diante dessa realidade bastante comum as palavras do salmista são um delicioso refrigério para a alma. Deus se coloca a disposição para nos ouvir em todo tempo. Ele quer ouvir nossas alegrias e tristezas, queixas e agradecimentos, aventuras e desventuras etc. Para o Senhor nada que tenhamos a dizer é inútil ou desprezível. Para Ele tudo é digno de sua atenção, a tal ponto do salmista reconhecer: “inclinou para mim os seus ouvidos”.
Deus que ser seu melhor amigo. Aquele que você se coloca totalmente sem pudor ou restrições. Aquele que você não escolha as palavras antecipadamente para estabelecer o diálogo. Deus quer apenas te ouvir, seja lá o que você tem a dizer, diga. Certamente Ele não vai concordar com tudo o que você tem a dizer, mas, mesmo assim, seus ouvidos doces estarão disponíveis para você. E quando você falar alguma asneira insolente para o Deus Todo-Poderoso? Mesmo assim Ele vai te ouvir, pois este é o risco que Ele resolveu correr a fim de sempre se colocar a disposição de ouvir a sua voz e as suas súplicas.

Deus Lhe abençoe!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Quanto custa a benção de Deus?

Quero pensar um pouco sobre a pergunta acima. Creio que ela é válida e sua resposta deve ser encontrada. Quanto custa a benção de Deus?
Algumas pessoas dizem que a benção de Deus custa dinheiro. Me dei ao trabalho de fazer uma pesquisa na internet para ver se encontrava algum material que comprovasse tal afirmação. Pois bem, encontrei algumas pérolas, para não usar outra palavra bem menos elegante, que traziam propostas do tipo: quer receber a unção financeira dos últimos dias e alcançar tudo o que Deus prometeu e ainda não cumpriu em sua vida? Deposite R$ 900,00; estamos na campanha dá ou desce, ou você dá tudo o que tem na carteira ou sua vida vai de mal a pior, pois Deus não vai te abençoar. Diante do exposto fica minha revolta verdadeiramente evangélica e protestante e a lembrança das palavras de Jesus: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí” (Mt 10:8).
Existem outros que afirmam que a benção de Deus custa estar no local certo. A benção e o local estão intimamente ligados. É comum pensar que alguma coisa vinda de Deus só pode mesmo ocorrer se a pessoa buscar no lugar certo. Por isso muitos afirmarem nas placas de suas igrejas: o poder de Deus está aqui; a benção de Deus está aqui. O que se pensa e diz com frases como estas é que Deus age única e exclusivamente ali. Parece que Deus assumiu um compromisso prévio com alguns pastores para a realização de determinadas bênçãos, até mesmo com dia marcado. Outro dia passei em frente de uma que oferecia o seguinte cardápio para terça-feira: milagre de Deus contra o desemprego, doenças, problemas familiares e maus hábitos. Diante do exposto fica minha revolta verdadeiramente evangélica e protestante e a lembrança das palavras bíblicas que asseguram que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (At 17:24) e que o lugar de encontro com Deus não é nem no monte nem no templo em Jerusalém, mas sim em Espírito e em verdade (Jo 4:23).
Outros diriam que a benção de Deus está nas mãos de um grupo exclusivo de pessoas. Aqui os títulos ajudam um pouco. Surge e ressurge os profetas, os bispos, as bispas, os apóstolos etc. Tem até um que se intitula pai-póstolo, pois é o único no Brasil que Deus deu a prerrogativa de ungir outros apóstolos. Mas mesmo que se tenha certa objeção quanto a tantos títulos, boa parte das pessoas acabam elegendo outras cujas orações aceleram a benção de Deus. Tudo o que acontece ao redor da pessoa só poderá ser resolvido se o Pastor, ou mesmo a tia de oração, orar por ela. Diante do exposto fica minha revolta verdadeiramente evangélica e protestante e a lembrança das palavras bíblicas que dizem que entre o ser humano e Deus só existe um mediador que é Jesus (I Tim 2:15) e que por Ele, eu mesmo possa me achegar ao trono da graça para alcançar o favor do Pai (Hb 4:16).
A benção de Deus de fato custou um preço, o sangue de Cristo. Quando falamos sobre benção de Deus é impossível não se lembrar de Sua graça revelada na cruz. Deus não vende isso por R$ 900,00, nem autoriza igrejas a serem agenciadoras do que Ele faz, nem mesmo elege pessoas especiais para serem seus intermediários. “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e por suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5b). Meus irmãos, da maneira em que você se encontra aceite o convite para abrigar-se no único lugar capaz de jorrar a benção de Deus, a cruz de Cristo. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1:3).

Deus lhe abençoe!

Saboreando o fruto do Espírito dentro da família!

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio prório” (Gálatas 5:22)
O mês de maio é separado por nós Batistas para comemorarmos o mês da família. Nessa manhã quero refletir com os irmãos sobre algo que precisamos alcançar para o bem de nossos familiares. O texto acima fala de um fruto indispensável para as nossas vidas. Diz também que esse fruto é composto por nove partes. Cada uma dessas partes serve como um regulador de relações, ou seja, os relacionamentos podem ser equilibrados e ajustados à medida que se vive esse fruto. Creio que esse princípio é ainda mais verdadeiro quando pensamos nas relações familiares. Nossas famílias precisam saborear esse fruto em sua integralidade.
As famílias devem estabelecer relacionamentos em que o amor seja a grande motivação de todas as coisas. Tudo por amor, seja ser marido, ser esposa, ser pai, ser mãe, ser filho, ser filha, seja o que for, então que seja por amor. Jesus afirma que o amor é o grande mandamento (Mt 22:37-39) e Paulo diz que ação alguma terá valor se não for motivada pelo amor. Cristão que não ama não está ligado a videira verdadeira (Jo 15:12) e tampouco pode construir uma família saudável.
Tendo dito isso, devemos lembrar que a família foi projetada por Deus com o objetivo de se alcançar um estado, a alegria. Nossa alegria deve estar no Senhor e como receptores desse fruto devemos ser canal da alegria alheia. Em outras palavras, deve ser interesse nosso esparramar para toda nossa família a alegria que o Senhor nos oferece. Quando isso ocorre conseguimos alcançar mais facilmente um objetivo quase que geral, o de viver em paz. A paz que excede todo entendimento nos alcança e se espalha por toda nossa casa, pois é exatamente assim que o Espírito age.
Dentro das nossas casas precisamos exercitar a longanimidade, ou seja, devemos refrear ao máximo nosso desejo por brigas e contendas. Salomão disse “não apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos” (Ec 7:9). Precisamos ser benignos, que costumo traduzir como uma atenção especial a tristeza alheia. Seja afável e carinhoso com os membros de sua família e experimente o poder da benignidade em sua casa. Caminhando pelas vias da benignidade podemos experimentar outra característica do fruto do Espírito, a bondade. Ser bom é ter uma disposição natural que nos leva a fazer o bem e não o mal. Lembre-se, sua família precisa disso.
Finalmente sua casa precisa ser ambiente de fé, pois ela é que levará sua família a trilhar o caminho correto, o do relacionamento saudável com Deus (Hb 11:6). Diante das adversidades familiares, leve sua família a ter certeza em quem você tem crido, e mais do que isso, que Ele é poderoso para guardar o seu tesouro até o final (II Tim 1:12). Viva em mansidão, pois ela nos aproxima de Deus e uns dos outros. Relacionamentos quebrados podem ser restaurados pela simples opção de viver a mansidão que vem do Espírito. Faça tudo isso lembrando que o Senhor deu a você e sua família o poder de escolha. Está a sua disposição o domínio próprio, lute por alcançá-lo e por levar sua família a alcançá-lo.
Por mais distante que pareça de sua realidade você precisa lembrar que o fruto do Espírito é real e está a sua disposição para saboreá-lo, e isso com sua família. Por mais que estejamos falando de um fruto que ocorre no indivíduo, temos que lembrar que por se tratar de algo que é o Espírito quem concede, esse fruto tem a capacidade de aguçar o apetite dos demais. Portanto encha-se do Espírito, saboreie seu fruto e leve sua família a saboreá-lo.
Deus lhe abençoe!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Deus é imutável!

Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, nãos sois consumidos (Ml 3:6).

Uma das coisas que mais gosto de fazer é conversar com pessoas com idade mais avançada e descobrir mudanças significativas da sociedade que elas presenciaram. Essas conversas me fazem lembrar uma verdade sobre a humanidade: sua história é marcada por muitas mudanças. Algumas delas representaram um ganho significativo na qualidade de vida das pessoas. Outras, porém, representam uma ameaça para a própria existência do ser humano.
A história nos conta de algumas mudanças interessantes que muitos que estão entre nós viram de perto. Por exemplo, casa de madeira para casa de alvenaria, lampião para luz elétrica, poço para água encanada, ruas de chão para asfalto, carroças para carros, alimentos orgânicos para industrializados, vida rural para vida urbana, muitos filhos para poucos filhos, respeito extremo para respeito quase nulo, Estado onde mulher não vota em Estado onde mulher é eleita Presidente da República, casamento feito de homem e mulher para casamento de uniões diversas, dentre outras.
Se as mudanças por um lado podem gerar benefícios por outro escancara uma forte característica da humanidade, a instabilidade. O ser humano instável busca mudar os elementos que formam sua vida em uma busca interminável por felicidade. Ora acertando, ora errando, de modo geral o que se quer alcançar com tantas mudanças é uma vida melhor. É verdade que algumas mudanças produziram justamente o oposto. Mas mesmo assim o ser humano continua caminhando mudando e sendo mudado em busca dessa tal felicidade.
A grande questão a ser descoberta por muitos é que a realização do ser humano nunca estará no progresso conquistado pelas mudanças. A realização plena do ser humano só pode ser alcançada em um relacionamento estreito com aquele que é IMUTÁVEL, DEUS. Se a humanidade dia a dia propõe algo novo que supostamente trará realização, em Deus descobrimos que seus atributos eternos e imutáveis são plenamente capazes de nos satisfazer.
Surge então a pergunta: porque que em Deus imutável uma sociedade tão instável encontrará aquilo que busca? A resposta é simples, a imutabilidade de Deus nos transmite segurança que não podemos encontrar em nenhuma dessas mudanças. O Deus imutável sabe exatamente o que o homem mutável precisa.
Na imutabilidade de Deus nós aprendemos que “o que Ele é sempre o será”. Independentemente de como nós caminhamos Deus sempre será Deus, sendo que suas características e atributos jamais mudarão. Além disso, na imutabilidade de Deus descobrimos que “o que Ele prometeu certamente cumprirá”. Deus não muda de idéia em relação a algo que disse e isso deve me levar a descansar, pois mais cedo ou mais tarde as promessas de Deus se cumprirão sobre minha vida. Por fim, a imutabilidade de Deus me faz crer que “o que Ele fez ninguém pode desfazer”. Se Deus é imutável o objetivo de suas ações também o são. O diabo e o ser humano pecador até tentam tirar as coisas do rumo da real intenção de Deus. Mas glória a Deus, que em Jesus, decretou que sua obra será realizada tal qual projetou, e ninguém pode impedir ou mudar essa verdade. Por isso entregue sua vida ou controle de Deus e a imutabilidade do Senhor o realizará plenamente.

Deus lhe abençoe!

Quem você levaria para uma ilha deserta?

Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam de verdade.
(Salmo 145:18)

Quando era adolescente de vez em quando era levado a responder a “célebre pergunta”: Quem você levaria para uma ilha deserta? Normalmente respondemos a perguntas assim pensando no grande amor de nossa vida ou em pessoas de aparência bela. Penso que nessa pergunta infantil pode estar uma pista de quem é importante para nós. Pessoas mais sensatas responderiam dizendo que levariam alguém do qual não conseguem permanecer distante por muito tempo. Então vale a pergunta, você gosta de estar na companhia de quem?
Essa semana eu ouvi de alguém de nossa igreja que um dos maiores presentes que recebeu do Senhor no ano passado foi à oportunidade de viajar com um irmão durante quase duas semanas. É verdade que estar perto de pessoas que vivem algo que admiramos e que possuem características das quais gostamos, vale muito. Creio que foi o que essa pessoa experimentou durante sua viagem. Pessoas admiráveis certamente estariam na lista daqueles que iriam para uma ilha deserta conosco.
Estar perto de pessoas que amamos e admiramos é formidável. O nosso coração bate mais forte e em nós se instala um sentimento gostoso de prazer profundo. Não se trata apenas de capricho motivado por um desejo, mas trata-se de uma necessidade de complementaridade que supostamente se encontra em outra pessoa. Creio que se isso já é verdade em relação a pessoas imagine só quando pensamos em Deus. Se vale a pena viajar com alguém, pois isso é um grande presente, ou se tivéssemos que ir para uma ilha deserta alguém não poderia faltar naquele lugar, o que podemos dizer sobre Deus? Então, um pouco mais maduro hoje, responderia a pergunta citada assim: eu levaria DEUS para uma ilha deserta.
O versículo em destaque nos diz que o Senhor está perto de todos os que o invocam em verdade. Poderia parecer presunção de minha parte dizer que eu levaria Deus para algum lugar, afinal Ele é onipresente, mas aqui acontece algo fantástico. Deus é tão amoroso e educado que, a despeito de sua onipresença, permite-se parecer distante daquele que não quer se relacionar com Ele. Deus permanece ali, mas em matéria de relacionamento, o coração humano endurecido e incapaz de invocá-lo impossibilitará o homem de ver o quão perto Deus está. Creio que é isso que o salmista está dizendo. Em outras palavras, a invocação verdadeira abre os nossos olhos e nos permite descobrir uma verdade absoluta: Deus está presente sempre, bem pertinho da gente e em qualquer lugar, mesmo que esse lugar seja uma ilha deserta.
Então é isso, levaria Deus para uma ilha deserta invocando-o verdadeiramente. Agindo assim a ilha deixaria de ser ilha, pois seria arrastada para o continente. Ilha é lugar de isolamento, de fechamento em si mesmo, de egoísmo, de não percepção adequada das outras pessoas por falta de amor. Em Deus a ilha torna-se continente, pois toda pontinha de isolamento tem que ser e será superada. Por outro lado, o deserto representa lugar extremo de falta de recursos, de impossibilidades, de escassez. Com Deus o deserto torna-se floresta com uma biodiversidade incalculável. Em outras palavras, em Deus os nossos recursos escassos serão supridos abundantemente.
Eu levaria Deus para uma ilha deserta, pois se existe alguém que não pode faltar em minha vida, esse alguém é Deus. Isso é fácil de entender, sem Deus a vida deixa de ser vida. Dele recebemos tudo. Recebemos amor, sustento, força, paz, alegria, esperança, graça, perdão, ..., de Deus recebemos vida. Por isso, convide Deus para a ilha deserta de sua vida e ela nunca mais será ilha nem deserta.

Deus lhe abençoe!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tudo entregarei!

Estevão é um destes personagens marcantes das Escrituras. Escolhido como um dos sete diáconos (At 6: 5) tinha a missão de servir a mesa e cuidar na distribuição dos alimentos entre os necessitados. Seu currículo para assumir tal função era simples: cheio do Espírito e de sabedoria. Por isso mesmo ele não se contentou apenas em distribuir alimentos, mas também foi usado por Deus na operação de milagres (At 6:8) e na exposição da Palavra de Deus (At 7:1-53). Uma das coisas que mais me chama a atenção na vida de Estevão é o fato de que ele entregou tudo a Deus, sem nenhum tipo de reserva, a ponto de morrer apedrejado.

Pensando no exemplo de Estevão, eu gostaria de convidá-lo a refletir em qual tem sido sua capacidade de se entregar a Deus. Pode ser que Deus nunca lhe dará uma prova tão grande quanto a de Estevão, mas mesmo assim Ele espera que você coloque tudo em suas mãos. Tempo, dinheiro, talento, família, bens, dentre outras coisas, precisam estar nas mãos de Deus. Ou seja, não pode haver dúvidas em seu coração de que todas essas coisas pertencem a Deus.

Entregar tudo a Deus é ir mais além do que a média. Creio que foi o que aconteceu com Estevão, pois dentre os 7 diáconos escolhidos, somente ele e Filipe tem algo de valor sobre suas vidas registrado nos Escrituras Sagradas. Estevão recebeu um destaque e seu exemplo de entrega total se eternizou nos registros bíblicos. Isso aconteceu porque ele entendeu que entregar tudo a Deus é deixar o controle de tudo nas mãos de Deus. Abrir mão do controle foi algo que Estevão precisou fazer e que nós também precisamos, mesmo que nos custe a própria vida. Sendo assim, podemos superar uma vida cristã medíocre, desde que venhamos a abrir mão do controle deixando-o a quem realmente é devido, ou seja, a Deus.

Nesses dias falar sobre entregar tudo é extremamente complicado. De modo geral, as pessoas preferem receber a entregar ou dar. Estevão não era assim, pois sabia que entregar tudo a Deus é alcançar o entendimento do que melhor é dar do que receber (At 20:35). É necessário que haja em nossos corações um maior desejo em dar, doar, entregar... pois isso é evangelho. Muitos dizem que já entregaram tudo a Deus, mas essa afirmação não passa de algo abstrato e imaterial. Creio que não deve ser desse jeito, já que entregar tudo a Deus é entregar tudo ao próximo e ao Reino. A Palavra diz que se digo que amo a Deus, mas não amo a meu irmão sou mentiroso (I Jo 4:20). Algo semelhante ela afirma sobre o perdão (Mt 18:23-35). Creio que o mesmo acontece com a entrega. Se digo que entreguei tudo a Deus e tenho um coração fechado ao próximo e ao Reino de Deus, sou mentiroso. A entrega total a Deus se evidencia na maneira como lido com o Reino e com o próximo.

Meu irmão, hoje eu te desafio a entregar tudo a Deus. Deixe de lado o controle e entregue-se a Ele. Disponha tudo que você é ou têm nas mãos do verdadeiro dono. Lembre-se sempre disso, quem entrega tudo a Deus fica com a melhor parte. Pode haver perseguição e incompreensão (At 6:11-14; 7:58,59), mas veremos a glória de Deus (At 7:55), os céus estarão abertos para nós (At 7:56) e seremos recebidos pelo nosso Salvador (At 7:59).
Deus lhe abençoe!