quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Morte na panela!

Em um período de fome os discípulos de Eliseu desinformadamente cozinharam uma erva venenosa. Logo, um mais avisado exclamou: “Morte na panela!” (II Rs 4:38-41). Em nossos hábitos alimentares temos uma grande semelhança e uma diferença com esse episódio bíblico: aquela é que ainda existe morte na panela de muitas pessoas; esta é que não estamos desinformados acerca disso. Pois bem, quero adaptar a expressão discipular e afirmar: a morte pode estar na sua panela, copo, prato, churrasqueira, geladeira etc.   
Nos últimos meses Deus me levou a pensar sobre como estava tratando o corpo que ele me confiou. Aos 29 anos estava pesando 108 Kg. Foi aí que Deus me enquadrou e me fez algumas perguntas: no que depender de você quanto tempo você quer conviver com sua família? Quanto tempo quer me servir levando meu Evangelho aos perdidos? Quer ter condições de ir e vir de forma independente? Quer gastar o dinheiro que Eu lhe der com médicos, remédios e hospitais ou pensou em coisas melhores?
Diante dessas perguntas cheguei à conclusão que Deus não queria zombar de um gordinho, mas tirá-lo de um caminho de morte. Para tal levou-me a pensar sobre três coisas que precisava dispensar cuidado redobrado: alimentação, peso e exercício físico. Você pode até achar estranho, mas não foi nenhum profissional da área que me alertou quanto a essas coisas. Foi Deus através do seu Espírito que me convenceu que era hora de mudar.
Sobre alimentação creio que precisamos fazer duas perguntas importantes: o que eu como? Quanto eu como? A primeira pergunta pode revelar que sofremos de uma grave doença: “ignorâncite Congênita” (se você não sabe que doença é essa, poderíamos chamá-la popularmente de burrice). Não comemos o que precisamos, mas o que gostamos. O problema é que o gosto tem a ver com prazer e não com necessidade. O imediatismo prazeroso emburrece nossa mente afirmando que o que importa é o agora. Diante desse quadro dantesco assumimos um compromisso em acelerar a vinda da morte através de uma oferta ao corpo de doses cavalares de coisas que lhe fazem mal e administramos a conta gotas nutrientes que lhes são necessários.
Se você não considera esse cenário pecaminoso poderíamos acrescentar o problema do vício. O apetite descontrolado estabelece uma prisão tal qual qualquer outro vício. Quem nunca ouviu ou disse a expressão: “eu não consigo resistir a esta comido!” Cuidado, se você não consegue deixar de beber coca, café ou comer pizza, carne gorda ou chocolate saiba: você é tão pecador como o drogado.
Ao nos enredarmos com a má-alimentação comumente nos deparamos com a “assustadora” obesidade. O problema é que a obesidade não traz consigo apenas os pneuzinhos, celulites, flacidez... O assustador é o fato que atreladas a ela, eventualmente, poderão vir a pressão alta, doenças coronárias, diabetes, doenças respiratórias etc.   O reconhecido periódico inglês de medicina “The Lancet” lançou recentemente uma pesquisa realizada que afirmou que a expectativa de vida diminui em 4 a 10 anos em indivíduos cujo IMC estão entre 30 e 40 pontos e que o índice de mortalidade a cada 5 pontos no IMC aumenta em 30%.
Desse modo, se você faz parte dos simples mortais é preciso fazer exercício físico. Existe uma máxima que creio ser verdadeira, quando o exterior para o interior segue o mesmo ritmo. Mesmo que você seja do tipo “magro de ruim” não deve se descuidar, pois existem muitos magros por fora que são gordos por dentro. Estabeleça uma rotina de exercícios físicos que te ajudarão a colocar as coisas em bom funcionamento.
Se você é daqueles tão espirituais que precisa de argumentos bíblicos para tomar qualquer decisão quero oferecê-lo alguns. Cuidar do corpo revela: boa mordomia (nosso corpo não nos pertence, ele pertence ao Espírito - I Cor 6:19); zelo e amor por sua família (amar ao próximo é colocar-se em condições de servi-los - Mt 22:39); amor por você mesmo (se não conseguimos amar nem a nós mesmos amaremos a quem? - Mt 22:39); e zelo e amor por Deus (amar a Deus sobre todas as coisas, inclusive mais que a comida – Mt 22:37).
                Finalmente é preciso que se diga que mudanças de hábitos sugerem superação de barreiras. Haverá desestímulo dos outros, pois as pessoas observam atentamente quando você engorda, mas não quando emagrece. A preguiça há de surgir, mas estabeleça um horário para exercício e os tenha como uma expressão de louvor a Deus. Fuja da ideia de emagrecimento milagroso, pois não se trata apenas de regime, mas reeducação alimentar. Por vezes seu esforço aparentará perda de tempo, mas lembre-se que nada é mais importante do que sua saúde. Elimine os pensamentos de que a vida é passageira e devo aproveitar bem seus prazeres, pois ela pode ser mais curta do que deveria. Repreenda seu inconsciente ou outras pessoas que associarem cuidado ao corpo com culto ao corpo, pois são coisas distintas.
Depois de dois meses de mudanças de hábitos e de alimentação consegui perder 13 Kg. Sei que há muito por fazer, mas com a ajuda de Deus conseguirei vencer essa batalha. Se farinha foi antídoto contra a morte na panela dos tempos de Eliseu, uma nova consciência geradora de uma reeducação de hábitos e alimentação será o antídoto da morte existente nas panelas de hoje. Que Deus lhe abençoe!

Pr. Leandro Azambuja

Um comentário:

  1. Estou imprimindo para que meu amado, leia. Oro para que o Santo Espirito toque seu coração e o faça compreender e agir! Deus continue abençoando sua vida. Minha família ama a sua!

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