terça-feira, 27 de setembro de 2011

O mundo clama por justiça!

Nestes dias tenho pensado sobre algumas notícias que foram manchetes nos últimos anos. Coisas terríveis têm acontecido ao nosso redor todos os dias. O mundo não anda bem...

Vivemos em um mundo onde ter vale mais do que ser.
Vivemos em mundo onde quem Joga bola bem é rei; onde quem canta, e não tão bem assim, também é rei; onde rainha é uma loira sem nada na cabeça.
Vivemos em um mundo onde diretor de universidade compra lixeira que vale 1.000,00 Reais.
Vivemos em um mundo onde os pobres da cidade comerão o lixo da lixeira de 1.000,00 Reais.
Vivemos em um mundo onde em banqueiros não se pode por nem algemas.
Vivemos em um mundo onde meninas adolescentes podem ser colocadas na mesma cela de bandidos homens.
Vivemos em um mundo onde índios morrem de fome por não terem o que comer.
Vivemos em um mundo onde a comida para saciar a fome dos índios, apodrece no depósito por não ter quem a entregue.
Vivemos em um mundo onde filha mata os pais, a facadas, com a ajuda do namorado.
Vivemos em um mundo onde pai mata a filha, jogando-a pela janela, com a ajuda da amada.
Vivemos em um mundo onde juiz acusado e condenado cumpre pena em um dos produtos do seu roubo, a sua casa.
Vivemos em um mundo onde professores estudam anos e ganham uma miséria, enquanto pessoas desajustadas, após três meses em uma casa, ganham um milhão de reais.

Vivemos em um mundo de injustiças, e em meio a estas injustiças Deus está nos dizendo:
“Bem aventurado aqueles que têm fome e sede de justiça, por que serão fartos” (Mateus 5:6).

Como cristãos somos chamados para promovermos e vivermos a justiça de Deus neste mundo. Mas para isso acontecer temos que entender algumas coisas. Em primeiro lugar a justiça de Deus não pode ser encarada como uma escolha, opção ou intenção. Ela precisa ser uma necessidade. Quando penso nas palavras FOME E SEDE, só consigo imaginar uma necessidade. Nunca vi alguém com sede perguntar se a água tem gás ou não; se é mineral ou “torneiral”. A água que sacia a sede não é questionada e sim consumida. Da mesma forma a Justiça Divina, não se deve ser questionada e sim vivida.

Outra coisa essencial para promovermos a Justiça de Deus é compreendê-la. Parece uma tarefa simples, mas não é. Especialmente para cristãos que têm vivido um evangelho estranho e defeituoso: o evangelho de troca, do escambo. Para estes, certamente é muito difícil entender que a Justiça de Deus não se baseia em ações humanas, mas exclusivamente em sua graça. Afinal, nada que pudéssemos fazer nos tornaria merecedores do amor de Deus. Ele nos amou primeiro, “Mas Deus prova seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

À medida que compreendemos que somos justificados imerecidamente, não podemos incorrer no risco de acharmos que as nossas ações não têm importância, afinal seremos abençoados independente delas: “A graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens; ensinando-nos que, renunciando as iniqüidades e concupsciências mundanas, vivemos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:11-13). Ao passo que nos tornamos conhecedores da graça Divina, não conseguimos mais viver de outra maneira se não com um ardente desejo de agradar a Deus.

Deus se agrada de sua justiça. A justiça que se importa com a pessoa em todas as dimensões. Como promotores desta justiça, temos que estar atentos a este princípio. Quantas vezes os nossos olhos são capazes de perceber o carro importado, a casa bonita e a roupa na vitrine, mas não percebe o morador de rua, o drogado, a prostituta. Gastamos milhares de reais em reformas e construções de templos-palácios, enquanto na porta desses templos pessoas morrem por não terem o que comer. Oferecemos muito para aqueles que têm muito a oferecer e nada para quem não tem nada a oferecer. Quem conhece a graça de Deus e sua justiça, verdadeiramente não agirá de tal forma, mas cumprirá o que diz o livro de Isaias, “O Espírito do Senhor está sobre mim, por que o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para sua Glória” (Isaias 61: 1-3).

Deus lhe abençoe!

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