Anunciando a nova vida
A um mundo que clama por socorro. Inúmeras pessoas morrendo
de fome quando muitos outros morrem por comer demais. Conflitos armados dizimam
milhares e milhares todos os dias. É o pai de família que não voltou mais para
casa, pois foi defender os interesses econômicos do Tio Sam em terras
orientais. É o menor qualquer que trocou tiro com a polícia e nunca poderá
tirar carteira de motorista. É a família arrasada e acorrentada ao vício de um ex-membro
querido. É a mãe que vende seu filho
para um europeu fazendo do seu ventre um albergue temporário. Homens, mulheres,
crianças, idosos, Pais, mães, filhos, irmãs, netos... Vítimas e vitimadores.
Pode ser que o grito do desesperado seja abafado pelas
aparências. Uma casa, três filhos e uma esposa podem esconder o desesperado
desempregado. Os títulos eclesiásticos podem condenar uma jovem senhora à
tortura feita pelo marido reverendo. A empresa bem sucedida pode aninhar em
suas asas alguns escravos ou semiescravos. O ritual religioso pode não deixar
transparecer a angústia e dor que se carrega no coração. A riqueza, a fama e o
sucesso podem abafar o triste destino eterno.
Que horror! Isto não acontece com todos. Esta é uma visão
pessimista da realidade. Diriam alguns. Pode ser, quem sabe? Para a maioria das
pessoas é assim mesmo. A realidade é só o que acontece no seguro e confortável
aposento do seu umbigo. Se pensarmos que o mundo é apenas o que ponho, por que
quero por, debaixo do meu teto, aí tudo bem. Mas se olhar para o necessitado
como meu irmão e o mundo como minha casa, então eu vou me mover.
Tragédias? Sim, claro que sim. Tragédias nossas de cada dia. Para
elas não bastará a visita ilustre do Sumo Pontífice. Nem mesmo a tão passageira
e volátil comemoração de uma taça erguida em um maracanã, que apesar de ter
sido construído com nosso dinheiro, não nos pertence mais. Seu dono agora é o Eike
Batista e outros colegas bilionários, ou talvez ex-bilionários, já nem sei
mais. Para nossas tragédias programas eleitoreiros como o “bolsa família” não servirão
e nem mesmo os protestos esquizofrênicos de um povo servirão. “A ardente
expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8:19).
Paulo tinha razão. Nós, os filhos de Deus, somos a resposta
ao clamor da criação. O povo padece essencialmente por não conhecer a vida em
Jesus doada por Deus. Nós devemos nos levantar e tornar revelados os filhos de
Deus a humanidade. Ao nos levantarmos seremos chamados como sacerdotes de Deus
e ministros de Deus (Isaías 61:6). Grandes coisas o Senhor quer fazer nessa
terra sofrida, mas onde estão os seus filhos que serão seus ministros? Sou eu e
é você que deve se levantar e dizer a Deus: eis me aqui, me usa para sua
glória!
Quando isto acontecer, então veremos edificações em lugares
antes assolados. Cidades que estavam arruinadas sendo renovadas (Isaías 61:4).
Sabe por quê? Por que nós seremos os reconstrutores. Nós os ministros de Deus
espalharemos a vida de Deus por onde passarmos. As trevas fugirão por que a luz
vai brilhar. Vidas se renderão a Jesus e tudo novo se fará. O que foi destruído
de geração em geração não mais o será, pois uma geração se levantou para ser ministro
de Deus.
Nossas casas serão reconhecidas como família bendita do
Senhor (Isaías 61:9). Pessoas virão até nós e poderemos anunciar-lhes sobre
Jesus. Nossos filhos, netos e bisnetos serão ministros fiéis do Senhor e a glória
do Senhor será vista em nossas vidas.
Neste tempo você precisa se levantar e deixar Deus te usar.
Só assim haverá menos balas perdidas, pessoas famintas e viciadas. Só assim
haverá menos pessoas desesperadas e angustiadas. Só assim haverá menos famílias
desfeitas. E só assim haverá menos pessoas condenadas à morte eterna. Você é
ministro de Deus e a criação aguarda com expectativa o dia em que você há de
ser revelado. Deus te abençoe e te use!
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