quinta-feira, 1 de agosto de 2013


Anunciando a nova vida


A um mundo que clama por socorro. Inúmeras pessoas morrendo de fome quando muitos outros morrem por comer demais. Conflitos armados dizimam milhares e milhares todos os dias. É o pai de família que não voltou mais para casa, pois foi defender os interesses econômicos do Tio Sam em terras orientais. É o menor qualquer que trocou tiro com a polícia e nunca poderá tirar carteira de motorista. É a família arrasada e acorrentada ao vício de um ex-membro querido.  É a mãe que vende seu filho para um europeu fazendo do seu ventre um albergue temporário. Homens, mulheres, crianças, idosos, Pais, mães, filhos, irmãs, netos... Vítimas e vitimadores.

Pode ser que o grito do desesperado seja abafado pelas aparências. Uma casa, três filhos e uma esposa podem esconder o desesperado desempregado. Os títulos eclesiásticos podem condenar uma jovem senhora à tortura feita pelo marido reverendo. A empresa bem sucedida pode aninhar em suas asas alguns escravos ou semiescravos. O ritual religioso pode não deixar transparecer a angústia e dor que se carrega no coração. A riqueza, a fama e o sucesso podem abafar o triste destino eterno. 

Que horror! Isto não acontece com todos. Esta é uma visão pessimista da realidade. Diriam alguns. Pode ser, quem sabe? Para a maioria das pessoas é assim mesmo. A realidade é só o que acontece no seguro e confortável aposento do seu umbigo. Se pensarmos que o mundo é apenas o que ponho, por que quero por, debaixo do meu teto, aí tudo bem. Mas se olhar para o necessitado como meu irmão e o mundo como minha casa, então eu vou me mover.

Tragédias? Sim, claro que sim. Tragédias nossas de cada dia. Para elas não bastará a visita ilustre do Sumo Pontífice. Nem mesmo a tão passageira e volátil comemoração de uma taça erguida em um maracanã, que apesar de ter sido construído com nosso dinheiro, não nos pertence mais. Seu dono agora é o Eike Batista e outros colegas bilionários, ou talvez ex-bilionários, já nem sei mais. Para nossas tragédias programas eleitoreiros como o “bolsa família” não servirão e nem mesmo os protestos esquizofrênicos de um povo servirão. “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8:19).

Paulo tinha razão. Nós, os filhos de Deus, somos a resposta ao clamor da criação. O povo padece essencialmente por não conhecer a vida em Jesus doada por Deus. Nós devemos nos levantar e tornar revelados os filhos de Deus a humanidade. Ao nos levantarmos seremos chamados como sacerdotes de Deus e ministros de Deus (Isaías 61:6). Grandes coisas o Senhor quer fazer nessa terra sofrida, mas onde estão os seus filhos que serão seus ministros? Sou eu e é você que deve se levantar e dizer a Deus: eis me aqui, me usa para sua glória!

Quando isto acontecer, então veremos edificações em lugares antes assolados. Cidades que estavam arruinadas sendo renovadas (Isaías 61:4). Sabe por quê? Por que nós seremos os reconstrutores. Nós os ministros de Deus espalharemos a vida de Deus por onde passarmos. As trevas fugirão por que a luz vai brilhar. Vidas se renderão a Jesus e tudo novo se fará. O que foi destruído de geração em geração não mais o será, pois uma geração se levantou para ser ministro de Deus.

Nossas casas serão reconhecidas como família bendita do Senhor (Isaías 61:9). Pessoas virão até nós e poderemos anunciar-lhes sobre Jesus. Nossos filhos, netos e bisnetos serão ministros fiéis do Senhor e a glória do Senhor será vista em nossas vidas.

Neste tempo você precisa se levantar e deixar Deus te usar. Só assim haverá menos balas perdidas, pessoas famintas e viciadas. Só assim haverá menos pessoas desesperadas e angustiadas. Só assim haverá menos famílias desfeitas. E só assim haverá menos pessoas condenadas à morte eterna. Você é ministro de Deus e a criação aguarda com expectativa o dia em que você há de ser revelado. Deus te abençoe e te use!


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