quinta-feira, 15 de agosto de 2013


Já me alimentei hoje, e você?

Hoje vamos olhar para as coisas que Deus me disse ao ler Levítico 22, 23 e 24.

Este trecho apresenta a proibição de se comer comidas sacrificadas, diz que os animais sacrificados devem ser sem defeitos, traz a instituição das solenidades (sábado, páscoa, festa das primícias, pentecostes, dia da expiação, festa dos tabernáculos), além de orientações quanto ao azeite do candelabro, o pão para a mesa do Senhor e a pena para o pecado de blasfêmia.

Disso tudo, quero destacar a instituição de um dia de descanso, o sábado. Nunca me pareceu necessário cumprir com a letra e sim com o princípio desta lei. O princípio diz que se faz necessário um dia de descanso, pois até mesmo Deus descansou (Gn 2:2,3).

A palavra hebraica correspondente (shabbat) deriva-se do verbo que significa cessar. O sábado era, portanto, o dia em que o trabalho cessava. A ordenança do sábado está arraigada na ordem da criação e da redenção. Nele se relembra tanto a obra criacional de Deus (Gn 2:2,3), como também prevê o descanso sabático final na redenção do povo de Deus (Hb 4:1-11). Em uma análise mais ampla, o sábado aponta para Jesus, o criador e redentor de todas as coisas. Nele encontramos descanso verdadeiro (Mt 11:28).

Deus então me disse que não devo santificar um dia e sim viver o princípio dele. Com isso, Ele me alertou que até posso não parar com tudo durante o dia do sábado, mas certamente preciso encontrar em minha agenda local para retomar as forças mediante o descanso.

Para muitos descansar é perder tempo e oportunidades. Nossa cultura ocidental já asseverou: Time is Money. Com isso aprendemos que temos que correr, trabalhar sem perder tempo com bobagem. Então Deus me enquadrou dizendo que descanso não é bobagem e sim obediência. Deus não me manda descansar por acaso ou por capricho de me ver parado. Ele sabe que nesta tarefa está parte fundamental da minha sobrevivência e saúde.

Sei que Deus não me quer preguiçoso nem ocioso. Mas sei também que Ele não me quer ativista e compulsivo pelo trabalho. Sei que esta lei deve alcançar pessoas que dependem da minha decisão para descansar ou não. Não sou empresário, mas todas às vezes que o descanso de alguém estiver debaixo da minha decisão, devo lembrar que o mandamento não é apenas para mim e sim para toda a criação.

Acho também legal ressaltar que a obra de Jesus visa o descanso pleno. Não imagino uma vida celestial de completo ócio. Mas penso que não teremos cartão de ponto, nem mesmo supervisor. No céu não precisarei de laudos médicos quando estiver doente para poder faltar ao serviço, mesmo porque lá nem doença terei. Lá não serei explorado por metas de vendas ou mesmo por contas apertadas que me obrigam a esticar um pouco o serviço visando vender mais. Lá, mesmo vivendo uma vida ativa, creio que o que prevalecerá é certeza de que encontrei o melhor lugar para descansar.

Então orei assim: Deus me ajuda a viver aqui na Terra aspectos do descanso que o Senhor tem preparado para mim aí no céu. Me livre de ficar tão preso ao trabalho que acabe por destruir minha vida lentamente. Que reconheça que não sou uma máquina e que se mesmo o Senhor descansou também devo fazê-lo. Que não me incomode com os acusadores de plantão e sim com a tua vontade. Que saiba, portanto, viver o descanso na medida certa, nem muito nem pouco. Que consiga desfrutar do shabbat do Senhor e assim alegre seu coração e preserve minha vida.

Que tal você também fazer esta oração hoje?

Amanhã olharemos para Levítico 25, 26 e 27. Espero você por aqui.

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