Viciado eu?
Quanta gente viciada, dependente, que
perdeu o controle de suas vidas entregando-o a um objeto. As cracolândias se
espalham pelo país. Graças a Deus que a reboque nascem e crescem as
Cristolândias. Os bares estão cheios e as garrafas vazias. Infelizmente as
indústrias continuam enchendo-as em ritmo frenético para serem esvaziadas
novamente. Os cigarros, apesar de toda advertência, são devorados
compulsivamente. O que resta? Resta o cheiro, o vômito, os delírios... As sensações
de prazer que rapidamente se esvaem pelos dedos dando lugar a culpa e ao
remorso. Restam as doenças, a violência... O que fica é o vício, solitário...
Até quando? Até a morte enterrá-lo.
Quanta gente viciada, dependente,
descontrolada... É só mais um pedacinho! Não tem problema, e mesmo que tenha eu
não consigo resistir a essa gordurinha, a esse pastelzinho, a esse bacon e nem
a esse hambúrguer. O paladar estabelece o vício que despreza o saudável. Alguém
diria, “tudo que é bom engorda”. Mas deveríamos dizer, “tudo o que é bom é
saudável e não pode me dominar”. Estamos na era do fast food (lit. comida
rápida). Estamos na era em que comemos rapidamente, nos viciamos rapidamente e morremos
rapidamente. Com a rapidez com que se come e se vicia por comida acumulamos obesidade,
pressão alta, diabetes... Então o fast
food (comida rápida) gerou o fast
addction (vício rápido) que gerou o fast death (morte rápida).
Quanta gente viciada, dependente,
descontrolada... “Senhora, estou ligando da operadora de cartão de crédito para
lhe oferecer uma excelente oportunidade”. Nunca foi tão fácil comprar, gastar e
assumir dívida. O Brasil é movido pelo crediário. Parcelamos casa, carro,
roupas, aparelho dentário, brinquedos, móveis, ipads, ipods, notebooks e
netbooks. Agora podemos ter muitas coisas que antes não podíamos. Tá certo que
vamos carregar algumas prestações, quem sabe por 48, 60, 120 ou mesmo 300
meses. Qual é o problema? Todos e nenhum. A resposta depende de você. Se você
não compra o que não precisa, consegue resistir ao último modelo e não gasta
mais do que ganha, talvez seja nenhum. Do contrário a resposta é todos. Problemas,
dívidas, falência, descrédito, vergonha, culpa, carestia... Até quando? Até a
próxima renegociação ou novo cartão.
Quanta gente viciada, dependente,
descontrolada... Outro dia enquanto caminhava ouvi uma senhora dizer a outra:
“Você viu como a Bianca é sem vergonha. Ela sabe que o Ziah vai casar com outra
e fica dando em cima dele”. Fiquei assustado, pensando que pudessem estar
falando de alguém da vida real, ainda mais naquelas alturas. Mas então percebi
que falavam do último capítulo da novela. E daí, qual é o problema? O problema
que para muitas pessoas a vida se divide em antes e depois da novela. Um canal
de filmes que assisto com frequência ao invés de anunciar que determinado filme
começará às 22:00 hs ele anuncia para depois da novela. Sabe o que o Megapix
descobriu? Não adianta concorrer com a novela, as pessoas estão viciadas.
Muitos filhos, esposos(as) e igrejas infelizmente também já descobriram tal
verdade.
Quanta gente viciada, dependente,
descontrolada... “Preciso estar conectado! O que será de mim se não entrar em
minha rede para ver as atualizações e últimos posts. Que coisa boa é poder ter o
mundo ao alcance de minhas mãos.” É verdade, o mundo se descortinou bem diante
dos nossos olhos na tela dos nossos computadores. Isso é fascinante, surreal. É
tão sedutor que muitos estão viciados. Neste vício o real deixou de existir e o
próximo tornou-se insignificante. Os facebookólatras
ou internetdependentes estão aí, por
todo lado. Ouvi na televisão um jovem que se gabava de ficar 18 horas do seu
dia à frente do computador. Pergunto-me: Quanto tempo este jovem gasta com seus
pais, namorada, estudo, Deus...? Tenho certeza da resposta, e você?
Quanta gente dependente, viciada,
descontrolada... Que coisa boa, nossa sociedade evolui. Agora defendemos os
direitos humanos. Em seus direitos todo humano tem liberdade de se expressar. A
arte deve ser apreciada e jamais inibida. Tive o prazer recentemente de visitar
o museu Oscar Nieymaier em Curitiba. Lá pude ver obras incríveis de artistas
incríveis. Mas uma coisa me chamou a atenção. Eu e minha esposa chegamos a uma
ala do museu que era proibida para menores de 18 anos. Algo dizia que não
deveria entrar ali, embora já tivesse 29 anos. Pela minha teimosia, diria a mim
mesmo: bem feito. A ala era de um artista que não me recordo o nome que produziu
um culto ao falo. Vários tamanhos, cores, texturas... Que coisa pavorosa! Falos
por todo lado. E daí? Daí que hoje chamamos de arte o nu, o sexo... Devemos achar
que o beijo acalorado, os peitos expostos, a cena de sexo, e mesmo o explícito,
deve ser vista. Os pornograficodependentes
estão por aí.
Viciado eu? Talvez, quem sabe? Você
sabe! Consegue passar uma semana ou mesmo um dia sem o que mais gosta de fazer.
Hoje não ligará a TV. A internet não será acessada. O cheirinho do café não
será sentido em sua cozinha. Deus te chamou para a liberdade. “Porque
vós, irmãos, fostes chamados à liberdade (Gl 5:13).” O único que deve ter controle
sobre sua vida é Deus. Taí, que coisa boa: seja viciado em Deus; seja
totalmente dependente dele. Tenha sua vida rendida a Deus e experimente a
capacidade de se auto dominar (Gl 5:23). Você não é bicho nem cobaia. Você não
é o que consome, come ou bebe. Você é filho de Deus libertado pelo sangue de
Jesus. Não torne escravo de nada aquilo que Jesus por sua morte libertou. Deus
te abençoe!
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