sexta-feira, 2 de agosto de 2013


Viciado eu?

Quanta gente viciada, dependente, que perdeu o controle de suas vidas entregando-o a um objeto. As cracolândias se espalham pelo país. Graças a Deus que a reboque nascem e crescem as Cristolândias. Os bares estão cheios e as garrafas vazias. Infelizmente as indústrias continuam enchendo-as em ritmo frenético para serem esvaziadas novamente. Os cigarros, apesar de toda advertência, são devorados compulsivamente. O que resta? Resta o cheiro, o vômito, os delírios... As sensações de prazer que rapidamente se esvaem pelos dedos dando lugar a culpa e ao remorso. Restam as doenças, a violência... O que fica é o vício, solitário... Até quando? Até a morte enterrá-lo.

Quanta gente viciada, dependente, descontrolada... É só mais um pedacinho! Não tem problema, e mesmo que tenha eu não consigo resistir a essa gordurinha, a esse pastelzinho, a esse bacon e nem a esse hambúrguer. O paladar estabelece o vício que despreza o saudável. Alguém diria, “tudo que é bom engorda”. Mas deveríamos dizer, “tudo o que é bom é saudável e não pode me dominar”. Estamos na era do fast food (lit. comida rápida). Estamos na era em que comemos rapidamente, nos viciamos rapidamente e morremos rapidamente. Com a rapidez com que se come e se vicia por comida acumulamos obesidade, pressão alta, diabetes... Então o fast food (comida rápida) gerou o fast addction  (vício rápido) que gerou o fast death (morte rápida).

Quanta gente viciada, dependente, descontrolada... “Senhora, estou ligando da operadora de cartão de crédito para lhe oferecer uma excelente oportunidade”. Nunca foi tão fácil comprar, gastar e assumir dívida. O Brasil é movido pelo crediário. Parcelamos casa, carro, roupas, aparelho dentário, brinquedos, móveis, ipads, ipods, notebooks e netbooks. Agora podemos ter muitas coisas que antes não podíamos. Tá certo que vamos carregar algumas prestações, quem sabe por 48, 60, 120 ou mesmo 300 meses. Qual é o problema? Todos e nenhum. A resposta depende de você. Se você não compra o que não precisa, consegue resistir ao último modelo e não gasta mais do que ganha, talvez seja nenhum. Do contrário a resposta é todos. Problemas, dívidas, falência, descrédito, vergonha, culpa, carestia... Até quando? Até a próxima renegociação ou novo cartão.

Quanta gente viciada, dependente, descontrolada... Outro dia enquanto caminhava ouvi uma senhora dizer a outra: “Você viu como a Bianca é sem vergonha. Ela sabe que o Ziah vai casar com outra e fica dando em cima dele”. Fiquei assustado, pensando que pudessem estar falando de alguém da vida real, ainda mais naquelas alturas. Mas então percebi que falavam do último capítulo da novela. E daí, qual é o problema? O problema que para muitas pessoas a vida se divide em antes e depois da novela. Um canal de filmes que assisto com frequência ao invés de anunciar que determinado filme começará às 22:00 hs ele anuncia para depois da novela. Sabe o que o Megapix descobriu? Não adianta concorrer com a novela, as pessoas estão viciadas. Muitos filhos, esposos(as) e igrejas infelizmente também já descobriram tal verdade.

Quanta gente viciada, dependente, descontrolada... “Preciso estar conectado! O que será de mim se não entrar em minha rede para ver as atualizações e últimos posts. Que coisa boa é poder ter o mundo ao alcance de minhas mãos.” É verdade, o mundo se descortinou bem diante dos nossos olhos na tela dos nossos computadores. Isso é fascinante, surreal. É tão sedutor que muitos estão viciados. Neste vício o real deixou de existir e o próximo tornou-se insignificante. Os facebookólatras ou internetdependentes estão aí, por todo lado. Ouvi na televisão um jovem que se gabava de ficar 18 horas do seu dia à frente do computador. Pergunto-me: Quanto tempo este jovem gasta com seus pais, namorada, estudo, Deus...? Tenho certeza da resposta, e você?

Quanta gente dependente, viciada, descontrolada... Que coisa boa, nossa sociedade evolui. Agora defendemos os direitos humanos. Em seus direitos todo humano tem liberdade de se expressar. A arte deve ser apreciada e jamais inibida. Tive o prazer recentemente de visitar o museu Oscar Nieymaier em Curitiba. Lá pude ver obras incríveis de artistas incríveis. Mas uma coisa me chamou a atenção. Eu e minha esposa chegamos a uma ala do museu que era proibida para menores de 18 anos. Algo dizia que não deveria entrar ali, embora já tivesse 29 anos. Pela minha teimosia, diria a mim mesmo: bem feito. A ala era de um artista que não me recordo o nome que produziu um culto ao falo. Vários tamanhos, cores, texturas... Que coisa pavorosa! Falos por todo lado. E daí? Daí que hoje chamamos de arte o nu, o sexo... Devemos achar que o beijo acalorado, os peitos expostos, a cena de sexo, e mesmo o explícito, deve ser vista. Os pornograficodependentes estão por aí.

Viciado eu? Talvez, quem sabe? Você sabe! Consegue passar uma semana ou mesmo um dia sem o que mais gosta de fazer. Hoje não ligará a TV. A internet não será acessada. O cheirinho do café não será sentido em sua cozinha. Deus te chamou para a liberdade. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade (Gl 5:13).” O único que deve ter controle sobre sua vida é Deus. Taí, que coisa boa: seja viciado em Deus; seja totalmente dependente dele. Tenha sua vida rendida a Deus e experimente a capacidade de se auto dominar (Gl 5:23). Você não é bicho nem cobaia. Você não é o que consome, come ou bebe. Você é filho de Deus libertado pelo sangue de Jesus. Não torne escravo de nada aquilo que Jesus por sua morte libertou. Deus te abençoe!

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