segunda-feira, 5 de agosto de 2013


O vinhateiro e a vinha.

Fiquei maravilhado com a profundidade deste texto (Is. 5:1-7) ao lê-lo nesta semana. Esta parábola retrata a história de uma vinha e de seu proprietário. Apesar de todo esforço do vinhateiro e do fato da terra ser extremamente fértil a vinha produziu uvas bravas, impróprias para o consumo. Nesta parábola o vinhateiro representa Deus e a vinha o seu povo.

Como povo de Deus neste tempo devemos lembrar que nós somos a vinha. Nós somos a expectativa de Deus. Assim como fez com o povo de Israel Deus se esforçou muito para que nós pudéssemos dar boas uvas, tão doces quanto o mel. Mas fica a pergunta: que tipo de uvas temos produzido?

O texto menciona que a vinha estava estabelecida sobre um outeiro fertilíssimo. Isso significa que a vinha não estava em qualquer lugar ou sobre terra imprópria. Em se tratando de condições favoráveis a vinha tinha tudo do que precisava para dar bons frutos. O mesmo ocorre conosco. Estamos firmados sobre terreno muito fértil.

Fomos plantados sobre a palavra de Deus que é viva e eficaz. Estamos firmados nas promessas de um Deus que não mente e nem volta atrás. Nossas raízes estão em Jesus que é o caminho, a verdade e a vida. Estamos firmados no Espírito Santo, que é Deus em nós. Por isso podemos afirmar que a Igreja do Senhor Jesus é naturalmente fértil. Contudo, tem sido esta a nossa realidade?

Na parábola vemos que o vinhateiro fez tudo o que era necessário para que a vinha produzisse bons frutos. Ele escavou e limpou a terra, plantou vides escolhidas, além de edificar uma torre e um lagar. Conosco Deus fez o mesmo, ou seja, fez tudo o que era necessário para que pudéssemos dar bons frutos. Ele nos limpou, nos enxertou na videira verdadeira e nos adubou com o seu Espírito. Da parte Dele não falta nada. Então devemos responder: estamos correspondendo ao trabalho que Deus realizou em nós?

Chama-me a atenção o fato de que as vides plantadas foram escolhidas pelo proprietário. Não foram semeadas pelo acaso ou pelo ciclo natural. Elas foram escolhidas a dedo, selecionadas criteriosamente. Assim também Deus faz com o seu povo o selecionando para que dessem bons frutos. Seria a escolha de Deus errada porque não damos os frutos adequados? Creio que não. O que é preciso é resgatar a visão de que fomos escolhidos para uma missão. Como vides não haverá razão de existirmos se não dermos bons frutos. Como Igreja não faz sentido existirmos se não dermos bons frutos alcançando e discipulando um sem número de pessoas.

Para encerrarmos vale dizer que assim como o proprietário tinha expectativa que a vinha produzisse bons frutos, Deus também espera que sejamos capazes de gerar bons frutos. Se formos infrutíferos ou mesmo se produzimos frutos indesejados estamos próximos de recebermos a poda do Senhor. Deus não desperdiçará a terra boa e nem o seu tempo, preparo e cuidado por nossa causa. Ele ainda quer colher bons frutos nesta Igreja e fará o que for necessário para que isso seja possível, nem que tenha que tornar a vinha em deserto.

Que possamos cumprir com o nosso papel dando bons frutos, ou seja, sendo e fazendo discípulos semelhantes a Jesus. Que nós possamos ajustar nossas vidas a expectativa de Deus. Lembremos que fomos postos em terra fértil e que já recebemos o preparo de Deus. Agora é nossa vez. Que sejamos capazes de dar excelentes e incontáveis frutos a Deus.

Pr. Leandro Azambuja

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