sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Já me alimentei hoje, e você?


Hoje quero ver com você o que Deus me disse a partir da leitura de Números 16, 17 e 18.

Neste trecho do livro Moisés relata uma importante revolta surgida de dentro do povo e liderada por Corá, Datã e Abirão. Eles julgavam serem merecedores da mesma honra que Moisés e Arão tinham. Diante da revolta vem o castigo divino e eles são tragados pela terra. Há ainda um novo tumulto e um novo castigo, o episódio em que Deus reafirma que Arão tinha sido escolhido por Ele para o ministério sacerdotal através do bordão que floresce, mostra que o sacerdote tinha os seus direitos, mas também seus deveres e estabelece como se daria a relação entre os levitas e os dízimos recolhidos do povo.

O episódio da revolta de Corá e seus amigos foi usado por Deus para ministrar maravilhas ao meu coração. Basicamente a revolta se dá em razão de inveja e de não perceber o seu real papel diante do povo. Deus, quando separou Arão para o sacerdócio e a tribo de Levi para o serviço no tabernáculo, os dotou de privilégios, mas também de responsabilidades. Corá e seus amigos não perceberam que Deus é quem escolhe e que cada um deve desempenhar bem sua função.

Na obra de conquistar a terra e viver como povo de Deus cada um tinha uma função definida. Quando Corá e seus amigos se rebelaram contra Moisés e Arão cometeram dois erros graves. Primeiro, o erro da inveja. Ela corroeu seus corações e os fez agir irracionalmente. Ela os conduziu a morte à medida que deixaram de se agradar com o outro e passaram a desejar aquilo que era do outro. E o segundo erro foi que enquanto olhavam e desejavam o que Arão e Moisés viviam se esqueceram de realizar aquilo que Deus queria que eles fizessem. Todas as vezes que o nosso foco está no outro, deixamos de lado aquilo que é a nossa parte na missão.

Sendo assim Deus ministrou ao meu coração que o exemplo de Corá, Datã e Abirão não pode ser seguido por mim. Preciso eliminar qualquer foco de inveja que possa nascer em meu coração. Devo matá-lo de imediato. Não posso invejar o que é do outro, pois isso seria o mesmo que dizer que Deus é injusto comigo ao me dar aquilo que me deu. Em suma podemos dizer que se quero o que é do outro então não quero o que é meu. Esse mal não pode fazer parte da minha vida, pois não quero pecar contra o meu Deus demonstrando ingratidão nem contra o meu próximo demonstrando desamor.

O que me faz feliz é que Deus conta comigo na obra de conquistar a terra prometida e caminhar no meio do seu povo. Para tal Ele confiou a mim uma tarefa específica. Eu tenho um papel definido no reino de Deus. Então, Deus me alertou que devo focar todo meu esforço naquilo que cabe a mim. Devo desejar todos os dias e com todas as minhas forças tão somente aquilo que o meu Pai reservou para mim no papel que deseja que eu cumpra.

Então orei assim: Deus me ajuda a não dar nenhuma brecha para a inveja. Que ela passe longe do meu coração. Obrigado Senhor porque sei que o Senhor me deu um papel em seu reino e é por isso que eu não preciso desejar o que é do meu irmão. Que me concentre apenas naquilo que devo fazer para assim não ser ineficiente. Que se puder ajudar alguém a desempenhar sua função que o faça, mas que nunca queira ocupar dois lugares ou dois papéis, pois sei que eu não sou onipresente como o Senhor. Minha vida está em suas mãos e que o papel dela nesta terra seja desempenhado de tal forma a encher seus lábios de sorriso.

Que tal você também fazer essa oração?

Amanhã nos vemos para meditar em Números 19, 20 e 21.

Abraço daqueles e fique na paz!



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