Já me alimentei hoje, e você?
Hoje quero compartilhar com vocês algumas das preciosidades
de Deus registradas em Números 31, 32 e 33.
Este texto relata a vitória de Israel sobre os midianitas,
como foi o tratamento daqueles que foram levados cativos após a guerra, a
purificação dos soldados que guerrearam e a divisão da presa, a oferta
voluntária dos capitães, o desejo da tribo de Rúben e Gade e da meia tribo de
Benjamim de habitarem na Transjordânia e como esta foi distribuída. Mostra
ainda como se deu o acampamento dos israelitas desde a saída do Egito, a morte
de Arão e a ordem de Deus para lançar fora todos os moradores de Canaã.
Disso tudo quero destacar o que Deus ministrou ao meu coração
mediante o desejo das tribos de Rúben, Gade e Benjamim de habitarem a
Transjordânia (Cap. 32). Diante do pedido dessas tribos Moisés faz uma pergunta
reveladora: “Irão vossos irmãos à guerra, e ficareis vós aqui?”
Essa pergunta atesta algo presente não só naqueles israelitas,
mas também em muitos de nós hoje: o individualismo. Havia uma batalha para
conquistar a terra prometida pela frente e aquelas tribos se eximiram dessa
guerra querendo permanecer naquele lugar que lhes era favorável. Permanecendo
ali eles não apenas deixavam de guerrear, mas também enfraqueciam os seus
irmãos. Não seriam mais doze tribos que pelejariam pela terra prometida e sim
dez tribos e meia.
Deus me disse que eu não posso ser individualista como essas
tribos foram. Devo cuidar dos meus interesses, mas não apenas deles. Devo lembrar
constantemente que faço parte de um corpo e que devo lutar para o bem estar
dele. Preciso lutar pela comunidade para que as necessidades dela sejam
supridas. O bom relacionamento e as conquistas coletivas valem muito mais do
que o individualismo e as conquistas pessoais.
Então orei assim: Deus me ajuda a olhar com atenção para a
necessidade de quem está ao meu lado. Que não queira enriquecer enquanto outros
morrem de fome. Que não me dê por satisfeito por ter alcançado o que queria,
mas que me esforce por levar o maior número de pessoas comigo. Que não viva em
uma redoma sentimental que me faz insensível à dor alheia. Que seja eu o bom
samaritano que socorre o necessitado pelo caminho.
Que tal você orar assim também?
Um abração e amanhã veremos Números 34, 35 e 36.

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